O fim de uma era: Descubra quais são os modelos icônicos que deixaram as concessionárias, incluindo marcas como Honda, Yamaha e mais

O mercado de duas rodas passa por uma das maiores transições tecnológicas e regulatórias da década. Mas, com a implementação definitiva das novas normas de emissão de poluentes, o famoso “pente-fino” das montadoras japonesas encerrou o ciclo de modelos de motos que eram verdadeiras coqueluches entre apaixonados pelas marcas.

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A orientação de mercado atual, a economia de combustível e o custo de manutenção tornaram-se os critérios decisivos para quem utiliza a moto como ferramenta de trabalho.

Sendo assim, conforme dados do portal AutoPapo, trazemos abaixo a lista de motos que deram adeus ao longo de 2025, cujo fim ainda abala motociclistas neste ano de 2026.

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Alguns modelos de motos são as mais procuradas por motociclistas (Foto: Reprodução/Internet)

1. Honda Biz 110i:

A Honda Biz é um fenômeno de vendas, mas a variante de 110 cilindradas saiu definitivamente de cena.

A estratégia da marca foi concentrar esforços na Biz 125, que recebeu atualizações no motor para atender aos novos limites de emissão.

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  • O impacto: A Biz 110 era a porta de entrada para muitos motociclistas devido ao preço mais acessível. Sem ela, o degrau para adquirir uma “cub” zero quilômetro ficou mais alto para o trabalhador médio.
Honda Biz 110i (Reprodução: Honda/Divulgação)
Honda Biz 110i (Foto: Reprodução/ Honda)

2. Honda Forza 350:

De longe, a maior aposta da Honda no segmento de scooters de média cilindrada não encontrou o volume de vendas esperado.

A Forza 350, importada da Tailândia, sofreu com a barreira do preço, chegando a custar mais de R$ 50.000.

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Logo, a marca optou por focar em modelos que atendam melhor ao anseio do consumidor local, que busca versatilidade em vez de sofisticação extrema em scooters intermediárias.

Moto Honda Forza 350 (Foto: Divulgação/Honda)
Moto Honda Forza 350 (Foto: Reprodução/Honda)

3. Yamaha Factor 125i UBS:

Para os entregadores, a Factor 125i era sinônimo de “tanque de guerra”. Era o modelo mais simples e robusto da categoria city da Yamaha.

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Porém, ela deu lugar à Nova Factor, que unificou a linha com um design mais moderno, porém deixando para trás a simplicidade mecânica que muitos mecânicos de bairro e frotistas tanto elogiavam.

Yamaha Factor 125i UBS 2022 (Foto: Reprodução/ Internet)
Yamaha Factor 125i UBS 2022 (Foto: Reprodução/ Internet)

4. Yamaha Fazer 150 UBS:

Um dos nomes mais fortes da Yamaha também sofreu mudanças profundas. A Fazer 150 foi descontinuada para abrir espaço para a Factor DX.

  • O que mudou? A nova aposta da marca traz um visual mais agressivo e itens de conveniência, como entrada USB de série. Em um mundo hiperconectado em 2026, a Yamaha entendeu que até a moto de trabalho precisaria carregar o smartphone do piloto.
Yamaha Fazer 150 UBS (Foto: Yamaha)
Yamaha Fazer 150 UBS (Foto Reprodução/Yamaha)

5. Yamaha Neo 125:

Por fim, temos o modelo Neo 125, uma scooter urbana ágil e leve, que encerrou sua produção para dar lugar a um marco histórico: a Neo’s Connected.

Trata-se da primeira moto elétrica de uma grande montadora japonesa fabricada em solo brasileiro (Manaus).

Com baterias removíveis e custo de “abastecimento” ínfimo, ela mira diretamente no bolso do condutor que sofre com a oscilação dos combustíveis.

Yamaha NEO 125 UBS (Foto Reprodução/Yamaha)
Yamaha NEO 125 UBS (Foto Reprodução/Yamaha)

Qual foi a outra moto que deu adeus?

Além das populares, o segmento de alta cilindrada também sofreu baixas significativas:

  • Yamaha MT-09 e Tracer 900: As máquinas de três cilindros, amadas pelo torque brutal e versatilidade em viagens, saíram de linha sem substitutas diretas anunciadas até o momento. Isso gerou uma valorização imediata desses modelos no mercado de usados.

Vale destacar que, com um cenário instável quanto aos valores de gasolina e inflações, a saída desses modelos “populares” exige que o motociclista faça contas mais precisas, ainda mais para aqueles que dependem desses veículos para trabalhar com entregas e transporte.

E, embora a migração para modelos elétricos (como a Neo’s) ou versões mais tecnológicas (como a Factor DX) implique em um investimento inicial maior, existe a promessa de maior durabilidade e menor emissão de carbono.

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