Triunfal: Honda ressuscita uma das suas maiores motos no Brasil após 11 anos

Honda ressuscita uma de suas motos mais marcantes no Brasil após 11 anos e surpreende fãs com retorno triunfal ao mercado nacional

12/05/2026 às 22:15 · Tempo de leitura: 7 minutos

Honda - moto - Foto Reprodução Internet

Honda ressuscita uma de suas motos mais marcantes no Brasil após 11 anos e surpreende fãs com retorno triunfal ao mercado nacional

Honda ressuscita um dos nomes mais icônicos do motociclismo brasileiro após 11 anos longe das concessionárias e reacende uma paixão que parecia guardada apenas na memória de milhares de pilotos. A fabricante japonesa confirmou oficialmente a volta da linha Hornet ao mercado nacional e colocou fim a meses de rumores que circulavam entre fãs, concessionários e especialistas do setor.

O anúncio ganhou força em março de 2025, quando a Honda Motor Co. divulgou sua nova estratégia para o segmento de média cilindrada no Brasil e confirmou que a nova Honda CB 500 Hornet faria parte do pacote de lançamentos para o país. O movimento marcou o retorno de um nome que ajudou a transformar o mercado brasileiro entre os anos 2000 e 2014, período em que a antiga Honda CB 600F Hornet se tornou símbolo de desempenho, status e esportividade entre motociclistas de diferentes perfis.

Sucesso no passado, a Hornet volta ao Brasil (Foto: Divulgação)

Agora, mais de uma década depois da despedida silenciosa, a montadora decidiu recuperar esse legado e adaptá-lo aos novos tempos, apostando em um projeto mais moderno, conectado e alinhado às exigências atuais de emissão, tecnologia e eficiência.

A confirmação não aconteceu de forma tímida. A marca apresentou a novidade dentro de um plano amplo de renovação e deixou claro que o nome Honda Hornet voltaria com força ao país. O anúncio inicial aconteceu em março, mas o modelo ganhou apresentação pública mais ampla durante o Festival Interlagos Moto 2025, em São Paulo, um dos maiores eventos de motociclismo da América Latina. Foi ali que muitos fãs finalmente viram de perto a nova proposta da fabricante.

O retorno chamou atenção não apenas pela nostalgia, mas também porque a Honda Hornet ficou fora do mercado brasileiro desde 2014, o que significa uma ausência superior a dez anos. Em um mercado cada vez mais competitivo, com rivais fortes e consumidores mais exigentes, trazer de volta um nome tão forte representa muito mais do que lançar uma moto nova.

A nova Honda Horney

A nova Hornet chega ao Brasil oficialmente como CB 500 Hornet, substituindo a antiga CB 500F. Apesar de muitos fãs associarem o nome Hornet diretamente ao motor quatro cilindros da antiga 600F, a nova geração aposta em outro caminho. A motocicleta utiliza um motor bicilíndrico de 471 cilindradas com refrigeração líquida, conjunto já conhecido no portfólio da fabricante, mas agora com nova identidade visual e pacote tecnológico atualizado.

Para quem não está familiarizado com o termo “cilindrada”, vale explicar. Cilindrada representa o volume interno dos cilindros do motor e ajuda a indicar o potencial de desempenho de uma motocicleta. Em termos simples, quanto maior a cilindrada, maior tende a ser a capacidade de gerar potência, embora outros fatores também influenciem.

A nova Honda Hornet entrega potência próxima dos 47 a 49 cavalos, dependendo da configuração divulgada em diferentes mercados, e aposta em uma pilotagem mais equilibrada tanto para uso urbano quanto para viagens. O modelo recebeu linhas mais agressivas, iluminação full LED e painel TFT de cinco polegadas.

O painel TFT merece destaque. A sigla significa Thin Film Transistor, tecnologia que oferece melhor definição, mais contraste e maior facilidade de leitura em diferentes condições de luz. Em termos práticos, o piloto enxerga informações com mais clareza, seja durante o dia ou à noite.

Outro ponto que chamou atenção no anúncio foi o preço inicial revelado para o mercado brasileiro. A nova Hornet começou com valor de R$ 43.040, sem considerar frete ou taxas regionais, posicionando o modelo em uma faixa estratégica dentro do segmento de média cilindrada. A proposta coloca a moto em confronto direto com concorrentes importantes e mostra que a fabricante quer recuperar espaço em uma categoria cada vez mais disputada.

Hornet (Foto: Reprodução / Honda)

A história da Hornet no Brasil ajuda a explicar por que o anúncio gerou tanta repercussão. Quando a antiga CB 600F desembarcou por aqui, ela rapidamente conquistou espaço entre pilotos que buscavam desempenho, ronco marcante e um visual esportivo. Durante anos, o modelo virou referência no segmento naked e ganhou status quase cult entre motociclistas brasileiros.

Quando a fabricante retirou o modelo de linha em 2014, muitos acreditaram que aquele nome não voltaria mais ao país. A mudança nas exigências ambientais, a evolução tecnológica e a transformação do mercado pareciam ter encerrado esse capítulo. Mas a indústria de motocicletas vive de legado, e poucas marcas possuem nomes tão fortes quanto Hornet.

Além da CB 500, a fabricante também apresentou planos para expandir a família Hornet com versões maiores, incluindo modelos de 750 e até 1.000 cilindradas em mercados estratégicos, mostrando que o retorno não representa apenas nostalgia, mas sim uma estratégia global de reposicionamento.

No Brasil, a expectativa agora gira em torno das primeiras entregas, da reação do consumidor e da capacidade do modelo de repetir o sucesso da geração anterior. A missão não será simples, porque o mercado mudou, os concorrentes cresceram e o público está mais técnico. Ainda assim, poucas motos carregam um nome tão pesado quanto Hornet. E justamente por isso, o retorno da lendária naked japonesa já entrou para um dos capítulos mais marcantes do mercado de duas rodas em 2025.

Tópicos nesse artigo:

Mais lidas

ver todas
  1. Câncer fatal: A morte devastadora de atriz mais amada da Globo e Ana Maria aos prantos com anúncio de luto
  2. Copa: Vidente prevê o próximo adversário do Brasil e quem ganhará
  3. Lucimara Parisi, braço direito de Faustão, vive assim hoje
  4. Caiu da janela: Qual atriz morreu 2 dias após finalizar gravações na Globo?
  5. "Ainda choram por mim": Carta psicografada inédita de Dinho, do Mamonas, revela culpado por sua morte