INSS libera R$2,9B para restituição: Como saber se tenho direito?

INSS confirma liberação de R$ 2,9 bilhões para restituição e explica como o cidadão pode verificar se tem direito aos valores

24/02/2026 às 17:00 · Tempo de leitura: 5 minutos

Pagamento do INSS (Foto: Reprodução)

INSS confirma liberação de R$ 2,9 bilhões para restituição e explica como o cidadão pode verificar se tem direito aos valores

O Instituto Nacional do Seguro Social iniciou ainda em 2025 a devolução de R$ 2,9 bilhões a aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos em seus benefícios. O pagamento já ocorre em todo o país e atende segurados que registraram contestações contra cobranças associativas não autorizadas.

Além disso, o governo firmou um acordo administrativo para acelerar os ressarcimentos e evitar ações judiciais longas. A medida contempla descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025. Ao todo, cerca de 6,3 milhões de beneficiários apresentaram indícios de cobrança irregular.

Descontos INSS (Foto: Reprodução)

Esses descontos apareciam como mensalidades de entidades associativas. No entanto, muitos segurados afirmaram que nunca autorizaram filiação ou qualquer tipo de cobrança. Por isso, o governo investigou o caso e identificou um esquema que pode ter movimentado até R$ 6,3 bilhões em cobranças suspeitas.

Essas entidades, em tese, oferecem serviços como assessoria jurídica e descontos em farmácias. Porém, em muitos casos, o aposentado sequer sabia que estava vinculado a alguma associação. Diante disso, o INSS estruturou um plano de devolução direta na conta do benefício.

Mas quem tem direito a receber?

Tem direito quem sofreu desconto indevido e contestou a cobrança no sistema oficial. Além disso, quem ainda não contestou pode registrar o pedido até 20 de março de 2026. O prazo foi ampliado após instabilidades no sistema eletrônico. Portanto, ainda existe tempo para buscar o valor perdido.

Para verificar se houve desconto irregular, o segurado precisa acessar o aplicativo ou site Meu INSS. O que é o Meu INSS. Trata-se da plataforma digital oficial que reúne serviços previdenciários, como consulta de extrato e solicitação de benefícios.

O acesso exige CPF e senha cadastrada no portal Gov.br. Dentro do sistema, o usuário deve clicar em extrato de pagamento e conferir todos os descontos detalhados.

Se o segurado identificar um valor que não reconhece, ele deve registrar a contestação imediatamente. Além disso, ele pode ligar para o telefone 135 ou procurar agências dos Correios habilitadas. A contestação informa ao INSS que o desconto não teve autorização.

Depois disso, o órgão notifica a entidade responsável pela cobrança. A associação tem 15 dias úteis para comprovar que recebeu autorização formal.

Próximos passos

Caso a entidade não comprove a autorização, o sistema libera a opção de adesão ao acordo de ressarcimento. Esse acordo permite a devolução sem necessidade de processo judicial. Além disso, o pagamento ocorre diretamente na conta em que o beneficiário recebe o benefício mensal.

O valor devolvido inclui correção monetária pela inflação. Isso garante que o segurado não perca poder de compra.

O INSS informou que o pagamento ocorre em até 3 dias úteis após a adesão confirmada. No entanto, quem já entrou com ação judicial antes de 23 de abril de 2025 também pode aderir ao acordo. Nesses casos, o INSS pagará honorários de 5 por cento ao advogado, conforme regras estabelecidas. Portanto, o acordo não impede quem já buscou a Justiça.

Por fim, ainda assim, cerca de 800 mil pessoas não solicitaram a devolução. Por isso, o INSS reforça que os segurados consultem o extrato quanto antes. A devolução já está em andamento e seguirá até que todos os pedidos sejam analisados. Dessa forma, o órgão tenta reparar prejuízos causados por cobranças que nunca deveriam ter ocorrido.

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