INSS: Nova decisão sobre a Revisão da Vida toda é informada aos aposentados hoje (22/06)
STF concluiu o julgamento que envolveu a chamada revisão da vida toda do INSS e nega possibilidade de benefício para idosos
Ilustração logo do INSS e idosa pensando (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
STF encerra revisão da vida toda do INSS
Nesta sexta-feira (19), o STF concluiu o julgamento que envolveu a chamada revisão da vida toda do INSS e manteve o entendimento que derruba a possibilidade de aumento de aposentadorias com base nessa regra.
Por 7 votos a 3, os ministros rejeitaram o recurso apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que buscava garantir a aplicação da revisão para aposentados do INSS.
Nesta matéria, você saberá:
- STF encerra de vez a discussão sobre a revisão da vida toda do iNSS
- Maioria dos ministros rejeita recursos de aposentadorias e entidades
- O que acontece com processos em andamento
- Impacto financeiro ao INSS
O que foi decidido pelo STF
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a maioria dos ministros entendeu que o tema já havia sido encerrado anteriormente e que não caberia reabrir a discussão.
Desse modo, o STF confirmou que a revisão da vida toda não pode ser aplicada para aumentar aposentadorias, mesmo em casos que ainda estavam em disputa judicial.
Impacto financeiro e argumentos do INSS
Durante o julgamento, o INSS argumentou que a revisão da vida toda poderia gerar um impacto de até R$ 480 bilhões aos cofres públicos.
A revisão consiste em um pedido judicial para incluir no cálculo da aposentadoria todas as contribuições feitas ao longo da vida do segurado, inclusive as anteriores a julho de 1994, quando o Plano Real entrou em vigor.
Na prática, isso poderia aumentar o valor de algumas aposentadorias.
O que já havia sido decidido antes
A revisão da vida toda já tinha sido derrubada em decisões anteriores, especialmente na análise da ADI 2.111, julgada em março de 2024.
O que acontece agora com os aposentados?
Segundo especialistas em Direito Previdenciário, o STF mudou o foco da discussão: agora não se trata mais reconhecer o direito a revisão, mas sim definir os efeitos das ações já movidas.
A advogada Marcella Moreira Barbosa Hunas explica que muitos segurados entraram na Justiça quando havia decisões favoráveis.
“Após a mudança de entendimento proferida pelo STF nas ADIs 2.110 e 2.111, a principal discussão passou a tratar, sobretudo, da segurança jurídica e manutenção do direito para os segurados que ingressaram com a ação antes da mudança de entendimento pelo STF. A discussão passou então a ser quais os limites da retroação dessa mudança jurisprudencial?”, afirmou a advogada.
Com a decisão, o SFT definiu que:
- Quem ainda não tinha decisão favorável não terá direito a revisão
- Mesmo quem entrou na Justiça pode perder o benefício em definitivo
- Em alguns casos, haverá redução de valores que estavam sendo pagos
Ponto mais favorável aos segurados do INSS
Apesar da decisão, houve uma regra de transição. Ficou garantido que:
- Quem já recebeu valores não precisará devolver dinheiro
- A regra vale apenas para ações até 5 de abril de 2024
- Processos dentro desse período não terão cobrança de custos, honorários ou perícias
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