Lei em vigor em 2026 permite que idosos com 60 anos ou mais garantam isenção em seis tipos de dívidas incluindo contas de luz

A legislação que protege consumidores endividados ganhou destaque entre brasileiros com 60 anos ou mais. Muitos idosos começaram a buscar informações sobre como renegociar contas básicas.

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A medida se relaciona diretamente com a Lei do Superendividamento. Essa lei alterou regras do Código de Defesa do Consumidor e abriu espaço para renegociar dívidas que se tornaram impossíveis de pagar.

Além disso, a lei ganhou ainda mais importância porque muitos aposentados sustentam parte da família. Em vários casos, a renda mensal vem apenas da aposentadoria. Esse valor costuma permanecer praticamente estável por anos.

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Enquanto isso, o custo de vida sobe. Contas de luz, água, telefone e crédito bancário pesam cada vez mais no orçamento.

Saiba como a lei protege os idosos do superendividamento (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva)
Saiba como a lei protege os idosos do superendividamento (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva)

A Lei nº 14.181 entrou em vigor em 2021. Ela criou novas regras para proteger consumidores que acumulam dívidas acima da própria capacidade de pagamento. O texto legal chama essa situação de superendividamento.

Mas o que significa superendividamento?

A lei usa esse termo quando uma pessoa não consegue pagar todas as dívidas sem comprometer despesas básicas. Isso inclui alimentação, moradia, saúde e transporte. Em outras palavras, o dinheiro não cobre o essencial depois do pagamento das contas.

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Além disso, a lei exige boa fé do consumidor. Isso significa que a pessoa não pode ter contraído dívidas com intenção de não pagar. Quando o idoso comprova que tentou pagar, ele pode pedir uma renegociação geral das dívidas.

Essa renegociação costuma reunir vários credores ao mesmo tempo. Bancos, empresas de telefonia e concessionárias de serviços participam da negociação. O objetivo consiste em criar um plano de pagamento realista.

Entre as dívidas mais comuns aparecem contas do dia a dia.

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Muitas negociações incluem:

  • conta de luz
  • conta de água
  • telefone
  • cartão de crédito
  • empréstimos bancários
  • financiamentos

Essas 6 categorias concentram grande parte das dívidas de idosos no país.

Além disso, a lei criou um conceito importante chamado mínimo existencial. Esse termo pode parecer técnico. Porém a ideia é simples. Parte da renda do consumidor precisa ficar protegida.

Esse valor garante despesas básicas. Alimentação, remédios e moradia entram nessa conta. Assim, credores não podem exigir parcelas que consumam toda a renda do idoso.

Em muitos casos, cerca de 25% da renda precisa permanecer livre. Esse percentual impede que o consumidor fique sem dinheiro para viver.

Além disso, a lei também busca impedir práticas abusivas de crédito. Bancos e financeiras precisam informar claramente as condições de empréstimos. Juros exagerados e ofertas enganosas entram na lista de práticas proibidas.

Como usar a lei

Na prática, o idoso precisa iniciar o processo de renegociação. O primeiro passo envolve procurar a empresa que cobra a dívida. O consumidor deve apresentar documentos básicos.

Entre eles aparecem comprovante de renda e documento de identidade. No entanto, nem sempre a negociação direta resolve o problema. Por isso, órgãos de defesa do consumidor entram em cena.

Procons ajudam a mediar acordos entre consumidores e empresas. A Defensoria Pública também oferece orientação gratuita em vários casos.

Além disso, o consumidor pode solicitar uma audiência coletiva de renegociação. Nesse tipo de audiência, todos os credores participam da conversa. O objetivo consiste em construir um plano único de pagamento.

Esse modelo evita cobranças desorganizadas. Muitas vezes, várias empresas cobram valores diferentes ao mesmo tempo. A negociação coletiva tenta reorganizar essa situação.

Portanto, a Lei do Superendividamento não apaga automaticamente as dívidas. A legislação cria um caminho para renegociar valores e reduzir abusos.

Por fim, para muitos idosos, essa lei representa uma oportunidade concreta de reorganizar a vida financeira. Quando o consumidor conhece seus direitos, ele negocia melhor e recupera o controle do orçamento.