Uma lei estadual chega com obrigação aos hospitais em Minas Gerais e um grande direito para todas as mulheres

Uma nova lei estadual entrou em vigor em Minas Gerais, com uma obrigação aos hospitais e uma grande conquista para todas as mulheres.

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Infelizmente, não há um ambiente em que a mulher esteja ou se sinta 100% segura, por isso todas as medidas que colaborem são importantes.

De acordo com o portal ‘G1’, no último sábado (28), o Diário Oficial de Minas Gerais teve uma nova lei publicada, que atinge hospitais públicos e privados.

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Trata-se do direito da mulher em contar com acompanhantes de sua escolha, seja em consultas, exames ou qualquer procedimento realizado.

A paciente poderá escolher quem a acompanhará, e se ela estiver impossibilitada de se manifestar, a indicação será por um representante legal.

Os hospitais terão a a obrigação de deixar em suas dependências um aviso sobre o direito previsto em lei. A autora da proposta foi a deputada Ione Pinheiro.

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O acompanhante só não poderá acompanhar em caso de exames ou procedimentos relacionadas a saúde e segurança. Neste caso seguirão as normas sanitárias.

Esse direito é muito importante principalmente em momentos em que a paciente será sedada ou perda de consciência no processo.

Mulher tem direito a acompanhante nos hospitais (Reprodução: Divulgação)
Mulher tem direito a acompanhante nos hospitais (Reprodução: Divulgação)

Direito fundamental para as mulheres

Essa lei em Minas Gerais é fundamental para as mulheres, já que nem dentro de hospitais é um ambiente totalmente seguro.

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Isso porque há alguns profissionais da saúde que aproveitam o momento em que estão sedadas para cometer crimes sexuais.

Infelizmente já tiveram diversos casos desse tipo, claro que é uma minoria, mas essa lei impede que aconteça um novo caso no estado.

Também deixam as mulheres mais seguras ao estarem realizando exames que a deixem com algum tipo de perda de consciência.

Caso Roger Abdelmassih

Um dos casos mais famosos de médicos que abusava de suas pacientes é o de Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão.

O ex-médico, especialista em reprodução humana, foi acusado de 37 estupros e outras quatro tentativas, contra pacientes de sua clínica. Isso tudo entre 1990 e 2000.

Em 2011 teve o seu registro profissional cassado e em 2014 sua prisão em definitivo, quando estava no Aeroporto de Guarulhos.

Roger Abdelmassih certamente foi um dos grandes motivadores para que o Governo criasse leis que protegessem as mulheres dentro dos consultórios.