Governo estadual aumenta o salário mínimo para R$ 2407 e amplia o alcance do reajuste

O Governo do Paraná manteve em 2026 o maior piso salarial regional do Brasil e confirmou valores que chegam a R$ 2.407. A decisão saiu após negociação no Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda, conhecido como CETER. Esse conselho reúne governo, trabalhadores e empregadores para definir políticas salariais no estado.

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O piso salarial estadual funciona como um salário mínimo próprio do Paraná. Ele vale para trabalhadores que não têm valor definido por lei federal ou acordo coletivo. Assim, quem se enquadra nessas categorias passa a receber acima do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621 em 2026.

Veja como pode ficar o salário mínimo do PR em comparação ao nacional (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Lennita/Elo7)
Salário mínimo do PR (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Lennita/Elo7)

A lei estadual organizou o piso salarial em grupos, conforme o tipo de atividade exercida. Cada grupo recebeu um valor específico, sempre superior ao mínimo nacional. O menor piso ficou em R$ 2.105, enquanto o maior alcançou R$ 2.407.

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Esse reajuste garantiu ao Paraná a liderança nacional no valor do salário mínimo regional. Além disso, o governo estadual aplicou critérios técnicos para definir os números. Entre eles, entrou o INPC, índice que mede a inflação para famílias de menor renda.

Quais os valores do salário mínimo do Paraná?

O primeiro grupo reuniu trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca. Essas atividades envolvem agricultura, criação de animais, manejo de florestas e captura de peixes. Em 2026, esse grupo passou a receber R$ 2.105,34 por mês.

Portanto, mesmo o menor piso estadual superou com folga o salário mínimo nacional. Esse valor impactou diretamente trabalhadores do campo e de áreas rurais.

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  • Quem trabalha no campo, na pesca ou em atividades florestais entra automaticamente nesse grupo.
  • O piso vale apenas quando não existe acordo coletivo com valor maior.

O segundo grupo abrangeu trabalhadores do comércio, de serviços administrativos, reparação e manutenção. Entram nessa categoria vendedores, atendentes, auxiliares administrativos e profissionais de conserto em geral. Para esse grupo, o piso salarial estadual chegou a R$ 2.181,63 em 2026.

Dessa forma, o valor garantiu renda maior para quem atua em serviços essenciais no dia a dia das cidades.

Já o terceiro grupo contemplou trabalhadores da produção de bens e serviços industriais. Esse grupo inclui operários de fábricas e setores ligados à transformação de matérias-primas. Em 2026, o piso definido foi de R$ 2.250,04 por mês. Assim, o valor reforçou a proteção salarial para quem atua diretamente na indústria paranaense.

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  • Esse grupo reúne profissionais da linha de produção.
  • O piso se aplica quando não existe convenção coletiva superior.

Quarto grupo

O quarto grupo recebeu o maior valor do piso salarial estadual. Ele inclui técnicos de nível médio, como profissionais formados em cursos técnicos de áreas como informática, eletrônica e administração. Esses trabalhadores passaram a ter piso de R$ 2.407,90 mensais. Esse valor consolidou o Paraná no topo do ranking nacional de salário mínimo regional.

A atualização do piso seguiu a Lei Estadual 21.350 de 2023 e a Resolução CETER 632 de 2026. O governo considerou o INPC, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Esse índice mede a inflação e serve para evitar perda do poder de compra. Quando o INPC sobe, os preços aumentam. Por isso, o reajuste salarial busca acompanhar esse movimento.

Por fim, com o novo piso, o Paraná reforçou a política de valorização do trabalho. O aumento da renda tende a estimular o consumo e movimentar a economia local. Além disso, o piso estadual reduz desigualdades salariais e garante proteção a quem não tem negociação coletiva.

Portanto, em 2026, o estado manteve o compromisso de pagar acima do mínimo nacional e preservar o poder de compra dos trabalhadores.