Veja como uma lista de trabalhadores brasileiros conseguiram um salário mínimo acima da média bem como as faixas beneficiadas e seus respectivos valores

E milhares de trabalhadores catarinenses nem precisam esperar as discussões de política econômica para 2026 para obter um salário mínimo acima da média. Graças à força da negociação direta e à Lei Estadual, o estado de Santa Catarina conseguiu um novo patamar de remuneração, ainda neste ano de 2025.

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Isso porque, em março deste ano, o piso salarial regional sofreu uma atualização média de 7,27% e,para a primeira faixa de trabalhadores, resultou em um valor de R$ 1.730,00.

Este valor, negociado entre empregadores e trabalhadores, consolida o piso estadual como um dos mais altos e reforça o compromisso de Santa Catarina com a valorização de sua mão de obra.

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Esse acordo, firmado em reunião realizada no dia 6 daquele mês, estabelece as novas faixas salariais por consenso:

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  • De R$ 1.612,26 para R$ 1.730 na primeira faixa.
  • De R$ 1.670,56 para R$ 1.792 para a segunda;
  • De R$ 1.769,14 para R$ 1.898 na terceira.
  • Por fim, a quarta faixa, que antes era de R$ 1.844,40, alcança R$ 1.978.

16 anos de consenso

Vale dizer que Santa Catarina mantém um processo de negociação salarial único no país.

Desde a sua instituição em 2009, o piso salarial regional, criado pela Lei Complementar 459, resulta de um acordo direto entre as federações de empregadores e as centrais sindicais dos trabalhadores.

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Sendo assim, esse marco de 16 anos consecutivos de consenso evidencia a maturidade e o respeito mútuo nas relações trabalhistas catarinenses.

Inclusive, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, frisou a importância do processo.

“A atualização do piso regional catarinense é resultado de muito diálogo entre empregadores e trabalhadores. Pelo 16.º ano consecutivo, chegamos a um consenso, por meio de uma negociação direta entre as partes, sempre pautada pelo respeito mútuo. Isso demonstra a importância e o valor da negociação” – Afirmou ele na época.

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Em seguida, ele também reconheceu a “força especial” dos trabalhadores que fazem de SC um estado de referência e destaque no país.

Além disso, Ivo Castanheira, coordenador sindical do DIEESE-SC e diretor da FECESC, corroborou a visão, destacando a seriedade e a evolução das habilidades de negociação que levam ao consenso anualmente.

Como funciona o processo?

Após o consenso, a proposta segue um rito formal:

  • Primeiramente, ela é enviada ao governo de Santa Catarina;
  • O governo, por sua vez, elabora o Projeto de Lei Complementar;
  • Somente após a redação final do executivo, o projeto é encaminhado à Assembleia Legislativa (ALESC) para a aprovação final.

MAS ATENÇÃO! O piso salarial regional beneficia exclusivamente os empregados que não possuem remuneração definida em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, garantindo uma base salarial digna para as categorias menos cobertas por negociações específicas.

Quais são as categorias salariais de Santa Catarina por faixa?

O impacto do reajuste é sentido por milhares de profissionais. A seguir, veja todas as categorias beneficiadas abaixo:

Na primeira faixa, com o novo valor de R$ 1.730,00, estão inclusos:

  • Empregados da agricultura e pecuária;
  • Indústrias extrativas e de beneficiamento;
  • Empresas de pesca e aquicultura;
  • Empregados domésticos;
  • Indústrias da construção civil;
  • Indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;
  • Estabelecimentos hípicos e empregados motociclistas, motoboys e do transporte em geral (excetuando-se os motoristas).

A segunda faixa, agora em R$ 1.792,00, contempla:

  • Indústrias do vestuário e calçado;
  • Fiação e tecelagem;
  • Artefatos de couro, papel, papelão e cortiça;
  • Empregados em empresas de comunicação e telemarketing;
  • Indústrias do mobiliário.

Já a terceira faixa abrange:

  • Indústrias químicas e farmacêuticas;
  • Cinematográficas;
  • Área da alimentação;
  • Empregados no comércio em geral e empregados de agentes autônomos do comércio.

Por fim, na quarta faixa temos:

  • Trabalhadores de indústrias metalúrgicas;
  • Mecânicas e de material elétrico, gráficas, de vidros, cristais e cerâmica;
  • Artefatos de borracha;
  • Empresas de seguros privados e capitalização;
  • Empregados em edifícios e condomínios;
  • Indústrias de joalheria;
  • Auxiliares em administração escolar;
  • Empregados em estabelecimento de cultura e serviços de saúde;
  • Processamento de dados;
  • Motoristas do transporte em geral.

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