Com Tarcísio ciente em São Paulo, prefeitura aplica lei municipal e libera idosos 60+ do pagamento em estacionamentos
A isenção do pagamento da Zona Azul para idosos com 60 anos ou mais ganhou força no debate público paulista após a consolidação de uma lei municipal em Cotia, na Grande São Paulo. A norma garante gratuidade total no estacionamento rotativo por até 2 horas, desde que o veículo esteja em vaga sinalizada e com o cartão especial visível.
Além disso, a medida avançou mesmo sem previsão expressa no Estatuto da Pessoa Idosa, o que reforça o protagonismo municipal. Nesse cenário, o governo estadual acompanhou o tema, e Tarcísio de Freitas tomou ciência da iniciativa por se tratar de impacto direto na mobilidade urbana paulista.

A lei municipal, em vigor desde 2018, alterou regras do sistema rotativo local e estabeleceu critérios objetivos para evitar abusos. O texto legal exige que o idoso conduza o veículo ou esteja sendo transportado no momento do uso da vaga.
Contudo, dessa forma, o município preserva a rotatividade e garante o benefício social. Ao mesmo tempo, a regulamentação trouxe segurança jurídica para fiscalização e operadores do sistema. Assim, Cotia se tornou referência para outras cidades paulistas que analisam medidas semelhantes.
Idosos possuem isenção no estacionamento na capital?
Enquanto isso, na capital paulista, o sistema da Zona Azul segue com cobrança regular, mesmo nas vagas reservadas a idosos. A legislação municipal de São Paulo garante prioridade e reserva de vagas, porém não concede isenção automática de pagamento.
Portanto, a diferença entre a capital e Cotia evidencia escolhas políticas distintas dentro do mesmo estado. Ainda assim, especialistas em mobilidade destacam que ambas seguem a legislação federal, que não obriga gratuidade.
O Estatuto da Pessoa Idosa assegura prioridade no trânsito e acessibilidade, mas não determina isenção em estacionamentos públicos rotativos. Por esse motivo, a decisão de Cotia ampliou direitos por iniciativa local. Além disso, a prefeitura condicionou a gratuidade ao uso correto do cartão especial. Caso o motorista não exponha o documento, a fiscalização pode aplicar multa e cobrar a tarifa normalmente.
Para obter o cartão, o idoso precisa apresentar documento oficial e solicitar a credencial junto ao órgão municipal responsável. Em muitas cidades, inclusive São Paulo, o processo ocorre de forma digital por meio do portal SP156.
Assim, o poder público busca facilitar o acesso ao benefício e reduzir deslocamentos desnecessários. Ao mesmo tempo, a emissão gratuita evita qualquer custo adicional ao cidadão.
Por fim, a experiência de Cotia reacende o debate sobre inclusão e mobilidade urbana no estado de São Paulo. Embora a capital ainda não adote a isenção, a pressão social aumenta.
Com o tema no radar do governo estadual, novas propostas podem surgir. Assim, o fim da Zona Azul paga para idosos segue como pauta aberta, com potencial de expansão para outros municípios.
