Lei trabalhista entra em vigor e obriga Uber e +1 gigante dos apps encerrarem atividades em país
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Uber encerra atividades em país e outro app vai pelo mesmo caminho após nova lei trabalhista (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Uber)
Lei trabalhista faz com que a Uber e mais um grande app colocasse fim em suas atividades em país, pegando muitos usuários de surpresa
Em março de 2023, a Uber cravou uma decisão drástica ao interromper suas operações em Minneapolis, Minnesota, Estados Unidos.
Isso ocorreu em resposta a uma nova lei trabalhista, cuja qual afeta em cheio os motoristas por aplicativo na cidade.
A medida, aprovada pelo Conselho da Cidade de Minneapolis, exigia que os motoristas recebessem uma remuneração mínima equivalente ao salário mínimo local de US$ 15,57 (cerca de R$ 77,76) por hora, conforme informado pela Associated Press.
Nova lei e impacto na Uber
De acordo com o Brasil Escola, essa legislação visa garantir uma remuneração justa aos motoristas de aplicativos, obrigando as empresas a pagar ao menos US$ 1,40 por milha e US$ 0,51 por minuto de viagem, ou um valor mínimo de US$ 5 por viagem.
Apesar de, em tese, melhorar as condições trabalhistas da classe, a nova regra foi alvo de críticas.
O argumento é que poderia elevar os custos para usuários, principalmente pessoas de baixa renda e deficientes, que são os que mais dependem de transporte acessíveis.
Em comunicado oficial, a Uber afirmou que as exigências financeiras e operacionais da nova regulamentação tornaram a manutenção dos seus serviços na cidade inviável.
A empresa destacou que os novos custos podem dificultar a prestação de um serviço economicamente viável e, consequentemente, decidiu suspender as operações em Minneapolis.
Outro App …
Seguindo o exemplo da Uber, a Lyft, outra plataforma, também anunciou o fim de suas operações em Minneapolis.
A empresa emitiu um comunicado descrevendo a nova regulamentação como “profundamente falha”, reforçando que as mudanças impostas pelo conselho deixou o serviço insustentável.
Ambas as empresas defenderam que a medida pode não apenas impactar suas operações, mas também prejudicar os usuários, com o aumento das tarifas, o que resultaria em uma queda na procura.
Debate aqui no Brasil
A discussão também ocorre no Brasil, tanto que Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei propondo um conjunto de diretrizes semelhantes às mencionadas.
Entre as propostas está a definição de:
- Salário mínimo para os motoristas;
- Jornada padrão de 8 horas – que pode ser estendida para 12 horas mediante acordo coletivo.
O projeto de lei também permite que os motoristas possam trabalhar em mais de uma plataforma, ampliando suas opções de renda.
Outro ponto relevante da proposta é garantir maior transparência nas decisões das plataformas de suspender trabalhadores, oferecendo maior proteção aos direitos dos motoristas.
Porém, a situação desagrada as empresas, bem como alguns motoristas, como podem ver por meio deste link*
Quais são os requisitos para ser motorista da Uber?
De acordo com a própria Uber os requisitos são:
- CNH regularizada e definitiva
- EAR (Exerce Atividade Remunerada) na CNH
- Pelo menos 1 ano de habilitação
- Ter um CRLV
- Ter um veículo elegível – para saber mais, clique aqui*
Uber (Foto: Reprodução / Internet)
Lyft foi pelo mesmo caminho (Foto Reprodução/Internet)
Motoristas da Uber e 99 chegaram a protestar contra a regulamentação dos aplicativos (Foto Reprodução/ Agência Brasil)
Conclusões finais:
A nova lei trabalhista em Minneapolis, que exige remuneração mínima para motoristas de aplicativos, levou à retirada da Uber e da Lyft da cidade.
Essa decisão pegou os usuários de surpresa e levantou questionamentos sobre o impacto dessas regulamentações nas plataformas e nos próprios consumidores, especialmente entre os de baixa renda e que dependem do serviço.
Esse debate também se estende ao Brasil, contudo, a resistência por parte das empresas e até de alguns motoristas indica que encontrar um equilíbrio entre regulação e sustentabilidade econômica ainda será um desafio.
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