Carrefour, Assaí e+: Lei em vigor com proibição nos supermercados atinge idosos 60+

Direito dos idosos nos supermercados: Entenda a lei e a proibição que afeta gigantes do setor como Carrefour, Assaí e mais

05/05/2026 às 06:15 · Tempo de leitura: 7 minutos

Lei protege o direito de idosos em supermercados como Assaí e Carrefour (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Lennita/GMN/Logos/Freepik)

Direito dos idosos nos supermercados: Entenda a lei e a proibição que afeta gigantes do setor como Carrefour, Assaí e mais

Em um país que envelhece rápido, a fila do supermercado tornou-se um dos principais pontos de atrito e, simultaneamente, de afirmação da cidadania para idosos acima dos 60. Diante disso, a lei determina que gigantes como Carrefour, Assaí e mais sigam diretrizes que afetam diretamente esse atendimento.

Com base em informações dessa lei, trazemos abaixo os pontos cruciais e as exigências para que as empresas se readequem a fim de evitar punições severas:

  • O que a Lei 10.048 exige na prática?
  • O compromisso das grandes redes com o 60+;
  • A prioridade dentro da prioridade (80+);
  • O papel dos funcionários;
  • Canais de denúncia e direitos imediatos.
Idosos possuem direitos garantidos em grandes supermercados como Assaí ou Carrefour (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Internet)

O que a Lei 10.048 diz?

A legislação brasileira proíbe terminantemente que estabelecimentos de grande porte ignorem a vulnerabilidade física dos idosos, PCDs, gestantes e demais grupos especiais.

Uma das obrigações se refere aos caixas sinalizados e atendimento prioritário, os quais visam combater dois problemas críticos: o esforço físico prolongado e a exposição a riscos de mobilidade:

  • Supermercados são obrigados a manter placas visíveis que identifiquem os caixas preferenciais. A ausência de clareza ou a falta de um funcionário operando o caixa prioritário é considerada uma infração administrativa passível de multa;
Placa de atendimento preferencial e os grupos atendidos (Foto: Reprodução/ Internet)
  • A lei determina que o atendimento deve ser imediato. Em casos de filas excessivas nos caixas comuns, o estabelecimento deve ter a inteligência operacional de abrir novos pontos ou redirecionar o público 60+ para garantir a fluidez, diminuindo o esforço físico e o tempo de permanência em pé.

Fiscalização e responsabilidade:

Grandes redes como Carrefour e Assaí estão sob a lupa dos órgãos de defesa do consumidor. A lei exige que a prioridade não seja apenas um cartaz na parede, mas uma prática efetiva. Isso inclui:

  • Orientação das equipes: É responsabilidade do supermercado treinar seus funcionários para que identifiquem grupos prioritários e ajam com rapidez e atenção, evitando transtornos e reclamações formais;
  • Auxílio no manuseio: Embora o foco principal seja a fila, o atendimento preferencial simboliza um compromisso com a dignidade, o que muitas vezes se estende ao auxílio no empacotamento de itens pesados, garantindo a integridade física de quem tem 60, 70 ou 80 anos.

MAS ATENÇÃO! O cumprimento dessas normas melhora a organização geral da loja. Quando o público prioritário é atendido com rapidez, o fluxo total de clientes flui melhor, reduzindo o estresse coletivo no ambiente de compras.

Prioridade da prioridade:

Uma atualização crucial no Estatuto do Idoso, é a prioridade da prioridade.

Dentro da fila preferencial, pessoas com mais de 80 anos têm precedência sobre os idosos mais jovens (60+).

Isso significa que o estabelecimento deve organizar o fluxo para que os cidadãos mais longevos e com saúde potencialmente mais fragilizada sejam atendidos antes dos demais grupos prioritários.

É uma medida de proteção extrema que visa garantir o mínimo de desgaste possível para os maiores de 80 anos durante suas atividades cotidianas.

Como idosos podem fazer valer os seus direitos?

Se você tem 60 anos ou mais (ou acompanha alguém nessa faixa etária), é fundamental saber como agir caso o supermercado descumpra a lei em 2026:

  • Se o estabelecimento se recusar a garantir o direito ou se a fila preferencial estiver sendo usada indevidamente sem intervenção do funcionário, o idoso deve cobrar o cumprimento da lei diretamente com o gerente da unidade;
  • Existem canais próprios para registrar irregularidades, como os órgãos de defesa do consumidor (Procon) e o Disque 100. Denúncias ajudam a manter a fiscalização ativa e a punir estabelecimentos reincidentes;
  • Grandes redes possuem serviços de SAC que devem ser acionados para registrar a insatisfação com o atendimento. Em 2026, a reputação das empresas está diretamente ligada ao seu compromisso social e ao respeito às leis de inclusão.

Mas, para saber mais informações sobre outros direitos, clique aqui*.

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