Governo Lula chega com decisão sobre nova lei das farmácias que impõe três obrigações indispensáveis a partir de 2026

A Câmara dos Deputados aprovou, no início de março de 2026, o projeto de lei 2158/23 que mudou as regras para a venda de medicamentos no Brasil. O texto permitiu que supermercados instalem farmácias ou drogarias dentro do próprio espaço físico, desde que cumpram exigências sanitárias rígidas.

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Agora, o projeto seguiu para a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que decidirá se sanciona ou veta a proposta.

Além disso, o texto determinou que a farmácia dentro do supermercado funcione em área totalmente separada do restante da loja. O espaço precisa ter estrutura própria, controle de temperatura, ventilação adequada e iluminação correta.

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Prateleira de farmácia com medicamentos (Foto: Reprodução/ Internet)

Essas exigências não surgiram por acaso. A legislação sanitária busca proteger a saúde pública e evitar que medicamentos sejam tratados como produtos comuns.

O projeto também manteve uma regra central. O estabelecimento deve manter um farmacêutico habilitado presente durante todo o horário de funcionamento. O farmacêutico é o profissional formado em Farmácia, responsável por orientar o cliente e garantir o uso correto dos medicamentos. Sem esse profissional, a farmácia não pode abrir as portas.

Qual proibição afeta as farmácias?

Além disso, o texto proibiu a exposição de medicamentos em corredores comuns, gôndolas abertas ou próximos aos caixas do supermercado. A venda só pode ocorrer dentro do espaço autorizado como farmácia. Essa medida evita estímulos ao consumo por impulso e reforça o controle sanitário.

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Outro ponto importante envolve os chamados medicamentos de controle especial. Esses remédios exigem receita médica porque podem causar dependência ou efeitos graves se usados de forma incorreta.

Por isso, a nova regra determinou que o consumidor só receba esse tipo de medicamento após concluir o pagamento. Além disso, o produto deve seguir até o caixa em embalagem lacrada e identificada.

Segundo parlamentares que defenderam a proposta, a mudança amplia o acesso da população aos medicamentos. Muitos deputados argumentaram que cidades pequenas enfrentam falta de farmácias. Nesse cenário, permitir a instalação dentro de supermercados pode reduzir deslocamentos longos e facilitar a compra de remédios essenciais.

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Por outro lado, entidades da área da saúde adotaram posição cautelosa. O Conselho Federal de Farmácia apoiou a exigência de farmacêutico e estrutura separada, pois considera essas medidas fundamentais para a segurança sanitária. Ainda assim, especialistas alertaram para o risco de aumento da automedicação, que ocorre quando a pessoa usa remédios sem orientação adequada.

Por fim, a discussão ganhou força porque envolve saúde pública e acesso a medicamentos. Ao mesmo tempo, o texto buscou equilibrar interesse econômico e segurança sanitária.

Portanto, a sanção presidencial definirá o rumo dessa mudança que já mobilizou o setor farmacêutico e o varejo supermercadista em todo o Brasil.