Falência de 2 bancos no Brasil: Meu dinheiro está em risco em bancos como Nubank e C6?

Nubank e C6 apresentam índice de Basileia positivo, o que demonstra falta de risco para clientes após falência de instituições

13/02/2026 às 09:45 · Tempo de leitura: 5 minutos

Logo Nubank, mulher pensando e logo C6 Bank (Fotos: Reproduções / Canva / Internet)

Nubank e C6 apresentam índice de Basileia positivo, o que demonstra falta de risco para clientes

A decisão do Banco Central de intervir em instituições financeiras reacendeu um alerta entre correntistas em todo o país: afinal, o dinheiro guardo em bancos digitais está seguro?

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Além disso, o Banco Central colocou o Banco Master Múltiplo S/A em Regime Especial de Administração Temporária (RAET). Todas as instituições faziam parte do chamado Conglomerado Master.

De acordo com o BC, a medida ocorreu após uma grave crise de liquidez, quando a instituição perde a capacidade de honrar compromissos de curto prazo.

Além de um forte comprometimento da saúde financeira do grupo e violações relevantes às regras que regulam o Sistema Financeiro Nacional.

Diante desse cenário, muitos correntistas passaram a se perguntar: meu dinheiro está em risco em bancos como Nubank e C6?

O risco existe?

De acordo com informações do portal Migalhas, o risco faz parte de qualquer sistema financeiro.

No entanto, o risco não afeta todas as instituições da mesma forma. Cada banco possuí indicadores próprios que mostram sua capacidade de enfrentar crises econômicas e períodos de instabilidade.

O problema é que esses números raramente são explicados de forma clara ao público, o que pode gerar pânico desnecessário.

Índice de Basileia

Um dos principais indicadores de solidez bancária é o chamado Índice de Basileia. Trata-se de uma regra que obriga os mancos a manterem um nível mínimo de capital próprio em relação aos riscos que assumem ao conceder crédito, investir ou realizar outras operações financeiras.

Ou seja, quanto maior o Índice de Basileia, maior a capacidade do banco de absorver prejuízos sem comprometer o dinheiro dos clientes.

No Brasil, o Banco Central exige que as instituições mantenham um índice mínimo em torno de 11%.

Desse modo, bancos considerados sólidos costumam operar acima desse percentual, criando uma “margem de segurança” adicional.

No entanto, quando o índice se aproxima do mínimo exigido, o sinal de alerta se acende. Nesses casos, o banco pode sofrer restrições, intervenções ou liquidação.

E como estão Nubank e C6?

Os dados oficiais indicam que ambos operam acima do mínimo regulatório.

O Índice de Basileia do Nubank (Nu Pagamentos) atingiu 14,6% ao final do terceiro trimestre de 2025, de acordo com o sistema IFData do Banco Central.

O percentual permanece acima da exigência mínima, o que demonstra capacidade de absorção de riscos dentro dos parâmetros regulatórios.

Além disso, recentemente, o economista Gil do Vigor também explicou que o Nubank apresenta indicadores de estabilidade.

Já o C6 Bank registrou Índice de Basileia de 13,7% em junho de 2025, um crescimento de 12,5% em comparação ao mesmo período de 2024.

Ou seja, o avanço reforça a melhora na estrutura de capital do C6, mostrando estabilidade dentro das regras atuais do sistema financeiro.

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