Depressão e suicídi0: Morte de 5 estrelas de novelas deixou o país em luto

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Veja os astros de novelas que se foram por conta da depressão e mais (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/Globo)
Veja os astros de novelas que se foram por conta da depressão e ...
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O afastamento das telas, a falta de convites e a pressão dos bastidores acendem alerta sobre a importância do cuidado com a mente na indústria do entretenimento

As novelas brasileiras sempre povoaram o imaginário popular com suas histórias de amor, lutas e superações.

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Mais do que isso, os atores por trás de tantos personagens ajudaram a alavancar esse sucesso.

No entanto, ao longo das décadas, o país acompanhou com profunda comoção o luto pela perda de grandes nomes da teledramaturgia que, longe dos holofotes, enfrentaram dores profundas e batalhas complexas envolvendo a saúde física e mental.

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Sendo assim, com base em informações do portal Na Telinha, resgatamos a trajetória de seis artistas amados pelo público que enfrentaram:

  • Quadros severos de depressão;
  • Diagnósticos devastadores;
  • Complicações de saúde.

1. Sebastião Vasconcelos:

Primeiramente, vamos falar de Sebastião Vasconcellos que brilhou na pele de personagens antológicos da televisão brasileira, como o marcante Zé Esteves da novela Tieta (1989) e o ranzinza Abdul em O Clone (2001).

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Infelizmente, o ator entrou em depressão profunda após o encerramento de seu vínculo de longo prazo com a Globo e a consequente escassez de novos convites para atuar.

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Logo, abalado pelo ostracismo, ele passou a recusar alimentos e medicamentos em seus últimos meses.

Sebastião Vasconcelos faleceu em 15 de julho de 2013, aos 86 anos, vítima de choque séptico e parada cardiorrespiratória.

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Stênio Garcia e Sebastião Vasconcelos em O Clone (Foto: Reprodução/ Globo)

2. Tânia Scher:

A atriz integrou o elenco de produções de grande audiência na televisão entre as décadas de 70 e 90, incluindo novelas como Corpo a Corpo (1984), A Viagem (1994) e Por Amor (1997), que marcou sua despedida oficial das telas.

Porém, distante dos estúdios por cerca de dez anos, a atriz acabou desenvolvendo um quadro severo de depressão e isolamento.

Tânia faleceu em 9 de agosto de 2008, aos 61 anos, no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, em decorrência de insuficiência respiratória e complicações hepáticas.

Tânia Scher (Foto Reprodução/ Globo)

3. Jorge Lafond:

Conquistou o Brasil com seu imenso carisma ao dar vida à inesquecível personagem Vera Verão no humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT.

Mas, o artista já sofria com problemas cardíacos e hipertensão, quadros que foram severamente agravados por uma crise de depressão.

Jorge Lafond - Famosa por Vera Verão (Foto: Reprodução)
Jorge Lafond (Foto: Reprodução/SBT)

Posteriormente, o gatilho emocional ocorreu após um episódio no programa Domingo Legal, em 2002, no qual se sentiu profundamente humilhado ao ser retirado do palco às pressas.

Internado dias depois com complicações renais, Jorge Lafond faleceu em 11 de janeiro de 2003, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante.

4. Leila Lopes:

Ganhou enorme popularidade e o carinho do público em novelas de grande sucesso da TV Globo, como Renascer (1993), em que interpretou a professorinha Lu, e O Rei do Gado (1996).

Após o término da trama Marcas da Paixão (2000), na Record, a atriz encontrou dificuldades para retornar à teledramaturgia tradicional.

Leila Lopes (Foto: Reprodução/ Internet)

Diagnosticada com depressão crônica e enfrentando o ostracismo na mídia, Leila Lopes cometeu suicídio em 3 de dezembro de 2009, aos 50 anos, deixando uma carta de despedida em que relatou abertamente seus sentimentos e o peso do esquecimento.

5. Flávio Migliaccio:

Trabalhou por mais de cinco décadas na televisão, dando vida a tipos inesquecíveis como o Xerife de Shazan, Xerife & Cia. (1972) e o emblemático Mamede em Órfãos da Terra (2019), seu último trabalho na TV.

Embora o ator fosse extremamente expressivo nas artes, ele lutou contra uma depressão severa no fim da vida, potencializada pela angústia com o rumo do cenário cultural e o próprio envelhecimento.

Flávio Migliaccio (Foto: Reprodução / Globo)
Flávio Migliaccio (Foto: Reprodução / Globo)

Flávio Migliaccio tirou a própria vida em 4 de maio de 2020, aos 85 anos, no interior do Rio de Janeiro.

Inclusive, ele deixou uma carta reflexiva e comovente direcionada aos colegas de profissão.

6. Ariclê Perez:

Construiu uma carreira sólida e amplamente aclamada no teatro antes de se destacar em novelas célebres como:

  • “Meu Bem, Meu Mal“ (1990);
  • “Felicidade” (1991);
  • “Anjo Mau” (1997).

A atriz convivia com a depressão crônica e, segundo relatos de familiares, enfrentava um estado constante de profunda tristeza interna.

Ariclê Perez (Foto Reprodução/Globo)

Apenas dois dias após o término da exibição da minissérie JK (2006), que marcou seu último trabalho na televisão, Ariclê Perez faleceu aos 62 anos após uma queda do décimo andar do prédio onde residia, em São Paulo, em um momento de extrema vulnerabilidade psicológica.

Onde buscar apoio emocional gratuito?

Mas, se você ou alguém que você conhece enfrenta desafios com a saúde mental, depressão ou pensamentos autodestrutivos, saiba que não precisa enfrentar isso sozinho.

Busque ajuda profissional imediatamente; o acolhimento é gratuito, seguro e totalmente sigiloso.

  • Centro de Valorização da Vida (CVV): Atendimento disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Acesse o site oficial no Portal do CVV para chat ou ligue gratuitamente para o número 188;
  • Rede de Atenção Psicossocial (RAPS): O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento especializado em saúde mental por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde.

Mas, para saber sobre outras perdas e relembrar a trajetória de outros famosos, clique aqui*.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.