Governo federal publica nova lei das farmácias após sanção de Lula e mudanças passam a valer imediatamente para clientes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na última sexta-feira, 20, a lei que mudou a venda de medicamentos no Brasil. A medida já está em vigor e abriu espaço para farmácias dentro de supermercados.
O texto criou regras claras e buscou ampliar o acesso da população aos remédios. Ao mesmo tempo, o governo manteve exigências rígidas para evitar riscos à saúde.
Além disso, a Lei 15.357 de 2026 não liberou a venda de medicamentos em qualquer corredor do mercado. O modelo exige organização específica. O supermercado precisa montar um espaço separado, exclusivo e preparado para funcionar como farmácia.
Esse ponto mudou tudo. Na prática, o consumidor não vai encontrar remédios ao lado de alimentos ou produtos comuns.

Por outro lado, a lei manteve uma regra central. O estabelecimento deve garantir a presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento. Esse profissional orienta o cliente e explica como usar cada medicamento. Ele também ajuda a evitar a automedicação. Esse termo significa quando a pessoa toma remédio sem orientação correta, o que pode trazer riscos.
O que muda com essa nova lei?
Além disso, o texto detalhou várias exigências técnicas. O local precisa controlar temperatura, iluminação, ventilação e umidade. Esses fatores parecem simples, mas influenciam diretamente a qualidade dos medicamentos. Se o ambiente não for adequado, o remédio pode perder efeito. Em alguns casos, pode até causar problemas ao paciente.
Outro ponto chamou atenção. A lei exigiu rastreabilidade dos produtos. Esse conceito indica a capacidade de acompanhar a origem e o caminho do medicamento até o consumidor. Com isso, o controle aumenta e reduz o risco de falsificações. Esse cuidado reforça a segurança no processo de venda.
Veja o que muda na prática
- Supermercados podem vender medicamentos, mas precisam de espaço exclusivo
- O ambiente deve seguir regras iguais às de farmácias tradicionais
- O farmacêutico deve estar presente durante todo o funcionamento
- O local precisa cumprir exigências sanitárias rigorosas
- Medicamentos controlados exigem receita médica
No caso dos medicamentos controlados, a regra não mudou. O cliente só compra com prescrição médica válida. Esses remédios exigem maior cuidado porque podem causar efeitos mais fortes. Em muitos casos, o estabelecimento retém a receita. Esse controle evita uso indevido e protege o paciente.
Modelos de operação
Além disso, a lei permitiu dois modelos de operação. O próprio supermercado pode administrar a farmácia. Outra opção envolve parceria com drogarias autorizadas. Em ambos os casos, o local deve seguir fiscalização rigorosa. A Anvisa acompanha esse processo. A agência regula medicamentos no Brasil e garante que os produtos sejam seguros.
Enquanto isso, especialistas discutem os impactos da medida. Parte deles acredita que a lei amplia o acesso a medicamentos, principalmente em regiões com poucas farmácias. Essa mudança pode ajudar cidades menores.
Por outro lado, alguns profissionais alertam para riscos. Eles destacam o aumento da automedicação como principal preocupação.
O setor de supermercados apoiou a decisão. Representantes afirmaram que a concorrência pode reduzir preços. Além disso, o consumidor ganha mais praticidade no dia a dia. Mesmo assim, entidades da saúde mantêm cautela. O Ministério da Saúde já alertou que até remédios simples exigem uso responsável.
Por fim, a lei tenta equilibrar dois pontos. De um lado, amplia o acesso. Do outro, reforça regras para manter a segurança. O impacto real ainda depende da fiscalização e da adaptação dos mercados. O consumidor ganhou mais opções, mas precisa manter atenção no uso correto dos medicamentos.
