Nova lei muda a rotina dos motoristas e impõe nova obrigação para quem dirige com as categorias A e B da CNH
O país vive uma mudança relevante no processo para quem tenta tirar a primeira CNH das categorias A e B. A obrigatoriedade do exame toxicológico entrou nesse grupo após o Congresso derrubar vetos que mantinham a exigência restrita apenas às categorias C D e E.
Contudo, a decisão cria um novo filtro para candidatos que buscam dirigir motos ou carros pela primeira vez e amplia o rigor do sistema de habilitação. Além disso, a medida reforça a ideia de que o trânsito seguro depende também de monitoramento do histórico recente de uso de substâncias.

Agora, o exame agora alcança uma faixa muito maior de futuros condutores e isso muda custos, prazos e rotinas nos centros de formação. Antes o teste ficava restrito a motoristas profissionais e agora entra no caminho de quem nunca dirigiu oficialmente. Além disso, o exame se junta ao teste de aptidão física e mental, o que coloca mais uma etapa obrigatória num processo que já costuma gerar preocupação entre candidatos.
Os laboratórios credenciados realizam o exame com coleta de cabelo ou pelos. O teste identifica substâncias como cocaína, maconha, anfetaminas e opiáceos consumidas ao longo de cerca de 90 dias. Essa janela ampliada permite analisar hábitos recentes de uso de drogas que possam comprometer a segurança ao volante. Além disso, os laboratórios afirmam que tinturas ou alisamentos não anulam a possibilidade de coleta.
Qual é o valore do exame toxicológico para tirar a CNH?
Os valores apresentam variação notável entre estados e entre laboratórios. Preços citados por diferentes reportagens ficam entre R$ 90 e R$ 160. Alguns levantamentos mencionam que o gasto final pode aumentar a despesa da primeira habilitação em até R$ 250. Além disso, essa variação cria um impacto maior para candidatos que já economizam para pagar aulas e taxas tradicionais.
Porém, a lei determina que a obrigatoriedade vale imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União. Isso significa que quem der entrada na solicitação de primeira CNH A ou B após essa data precisa apresentar o laudo negativo. Além disso, autoescolas já começaram a orientar novos alunos para evitar atrasos no processo de matrícula.
O impacto sobre prazos ainda preocupa candidatos. O laudo costuma sair em poucos dias, mas nem sempre o fluxo dos laboratórios acompanha a nova demanda. Além disso, cidades menores podem sentir dificuldades para encontrar postos de coleta credenciados, o que força deslocamentos e aumenta gastos.
Por fim, o processo de habilitação muda com a nova lei e tende a ficar mais rigoroso. O objetivo oficial é ampliar a segurança de todos que circulam nas ruas. Além disso, a medida cria responsabilidade adicional antes da primeira autorização para dirigir motos ou carros.
No entanto, o candidato precisa planejar custos e tempo e precisa entender que o rigor faz parte de uma política que tenta reduzir acidentes e proteger vidas.
