Governo divulga regras e esclarece quem corre o risco de perder o PIS e o PASEP em 2026

O Governo Federal promoveu mudanças relevantes nas regras do abono salarial PIS/PASEP e alterou de forma estrutural quem poderá receber o benefício a partir de 2026. As novas normas atingem diretamente trabalhadores formais de baixa renda e mudam a lógica histórica de correção do critério salarial.

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Desde já, a renda passou a ocupar o centro do debate, pois define quem permanece no programa e quem ficará de fora nos próximos anos.

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PIS/PASEP (Foto: Reprodução / Canva / Montagem TV Foco)

Até então, o abono atendia quem recebia até 2 salários mínimos mensais, em média, no ano base. O governo vinculava esse limite ao reajuste do salário mínimo, que costuma crescer acima da inflação.

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A partir de 2026, o Executivo rompeu esse modelo e decidiu corrigir o teto apenas pelo INPC. Como resultado, o limite salarial não acompanhará ganhos reais concedidos ao mínimo nacional.

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Na prática, essa mudança cria um descompasso entre salários e elegibilidade. Enquanto o salário mínimo cresce com política de valorização, o teto do abono avança apenas pela inflação.

Portanto, trabalhadores que recebem reajustes acima do INPC podem ultrapassar o limite sem ganhar poder real de compra. Assim, muitos deixam de cumprir o critério de renda mesmo com ganhos modestos.

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O que essa mudança afeta no PIS/PASEP?

Com o passar dos anos, o número de beneficiários tende a cair. Estudos citados pela imprensa indicam que, mantida a regra, o teto pode equivaler a cerca de 1.5 salário mínimo por volta de 2035. Nesse cenário, milhões podem perder o direito ao benefício.

Para 2026, o governo definiu o limite de renda em cerca de R$ 2.766 de média mensal no ano base 2024. Esse valor já reflete a correção exclusiva pelo INPC. Quem ultrapassar essa média perde automaticamente o direito ao abono, mesmo cumprindo outros requisitos legais. A regra vale tanto para o PIS quanto para o Pasep.

Além da renda, o trabalhador precisa cumprir exigências administrativas já conhecidas. O cidadão deve ter cadastro no PIS ou Pasep há pelo menos 5 anos. Também precisa ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias no ano base. O empregador deve informar corretamente os dados no eSocial ou na Rais.

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No entanto, outros pontos seguem determinantes e merecem atenção especial.

  • O valor do abono segue proporcional aos meses trabalhados no ano base.
  • O pagamento pode chegar ao valor máximo de 1 salário mínimo.
  • Erros cadastrais continuam entre os principais motivos de bloqueio do benefício.

Portanto, mesmo quem se enquadra na renda pode perder o direito por falhas formais.

Por fim, com essas mudanças, o governo afirma que pretende concentrar o abono nas faixas de menor renda e conter despesas públicas. Ao mesmo tempo, trabalhadores veem o benefício se tornar mais restritivo.

O PIS Pasep segue ativo, porém com alcance reduzido. A renda passou a funcionar como um filtro mais rígido, que redefine silenciosamente quem recebe o abono a partir de 2026.