Multa gravíssima: Motoristas que freiam em cima dos novos radares podem acordar com CNH suspensa

Motoristas que tentam enganar os novos radares ao frear bruscamente correm o risco de perder a CNH e enfrentar multa gravíssima

19/10/2025 às 14:45 · Tempo de leitura: 4 minutos

Lei de trânsito e radares - Foto Reprodução Internet

Motoristas que tentam enganar os novos radares ao frear bruscamente correm o risco de perder a CNH e enfrentar multa gravíssima


O tema das multas por radar tem se tornado relevante não apenas para motoristas individuais, mas também para frotas empresariais. No Brasil, a autuação por excesso de velocidade é regida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) no seu artigo 218. Ele define que transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local, medida por aparelho eletrônico ou equipamento audiovisual, configura infração.

Porém, em consequência, há diferentes graus de infração (média, grave ou gravíssima) e empresas e motoristas precisam conhecer bem não só o valor da multa. Como também os pontos na CNH, a suspensão do direito de dirigir e os impactos para custos operacionais.

Os radares são os temores dos motoristas (Reprodução: Internet)
  • A infração média (até 20% acima do limite) multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH
  • Infração grave (20 % a 50% acima) multa de R$ 195,23 e 5 pontos
  • Infração gravíssima (acima de 50% do limite) multa de R$ 880,41 ou mais, 7 pontos e suspensão do direito de dirigir.

Por conta desses valores, as penalidades previstas na legislação dificultam a vida de quem opera frotas. A infração gravíssima, quando se ultrapassa em mais de 50% a velocidade máxima permitida. O que acarreta multa multiplicada por três vezes, sete pontos na CNH e suspensão automática da carteira de habilitação pelo prazo definido pelo órgão de trânsito.

Em termos concretos, se o motorista estiver numa via de 60 km/h e trafegar a 91 km/h ou mais, será enquadrado nessa categoria gravíssima.

Como funciona o novo radar inteligente?

Do outro lado desse cenário, a tecnologia de fiscalização avança. Um exemplo recente é o chamado radar de trecho ou “radar inteligente”, que calcula a velocidade média de um veículo ao longo de um percurso em vez de apenas medir num ponto fixo.

Nesse sistema, frear apenas ao avistar o radar fixo não adianta. O sistema já está medindo quanto tempo o veículo levou para cruzar de um ponto a outro e calcula a média. Portanto, para as frotas torna-se ainda mais importante controlar o comportamento do motorista durante toda a rota e não apenas em trechos isolados.

Para evitar autuações desses sistemas de radar inteligente, é indispensável que os motoristas mantenha velocidade compatível com o limite indicado. Porém, não só em trechos, mas em toda a extensão do trecho fiscalizado.

Por fim, o investimento em tecnologia e treinamento surge, assim, como custo menor frente às multas, paradas de veículo e efeitos reputacionais.

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