Clientes precisam estar cientes da situação para não correrem riscos de lidarem com possíveis falências e prejuízos financeiros

Sem dúvidas, a liquidação do Will Bank pelo Banco Central reacendeu um medo que tinham muitos já antes: será que os bancos digitais são realmente seguros? Diante do crescimento das instituições e o aumento nos clientes, qualquer notícia de quebra gera insegurança e sensação de que o dinheiro pode “sumir do dia para a noite”.

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Todavia, a verdade é que o risco de um banco não depende do mesmo ser digital ou tradicional. Ademais, o que realmente define a segurança se trata de um indicador técnico chamado Índice de Basileia, acompanhado de perto pelo Banco Central.

Indicador de segurança

No Brasil, o Banco Central exige que os bancos mantenham um Índice de Basileia mínimo de 10,5%. O número funciona como uma espécie de “colchão de segurança”, ou seja, quanto maior o índice, maior a capacidade do banco diante de crises, prejuízos e oscilações do mercado.

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De forma simples, a situação funciona da seguinte forma:

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  • Quando a Basileia está acima de 15%, o banco tem mais fôlego financeiro;
  • Quando se aproxima de 10,5%, o risco aumenta;
  • Quando fica abaixo desse nível, o alerta é máximo.

Aliás, foi exatamente essa situação que aconteceu com o Will Bank. Antes da intervenção do Banco Central, o índice de Basileia da instituição já era negativo, em torno de -5,3%. Em outras palavras, podemos dizer que o banco não tinha capital o bastante para sustentar as operações.

A quebra, portanto, não veio a ser repentina, mas resultado de uma situação financeira crítica que já estava evidente nos números. Em contraste, bancos digitais consolidados, como Nubank, C6 e Inter, operam com índices de Basileia acima do mínimo exigido.

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No caso do Nubank, ele apresenta um índice em torno de 15,8%, o que indica maior solidez e capacidade de enfrentar choques econômicos. Mas, isso não quer dizer que qualquer banco esteja livre de riscos.

Atenção do cliente

De qualquer forma, para o cliente o mais importante se trata de observar alguns pontos essenciais, sendo eles:

  • Se o banco é autorizado e fiscalizado pelo Banco Central;
  • Os valores estão dentro do limite garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
  • Se a instituição mantém indicadores financeiros sólidos.

Em tese, bancos digitais não são necessariamente mais frágeis que os tradicionais. Afinal, o que define a segurança do dinheiro não é o tipo de banco, mas a saúde financeira real da instituição. E o dado do Banco Central deixa isso claro: quando os números são sólidos, o risco de quebra é muito menor.

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Qual o maior banco do Brasil?

Em suma, a Caixa Econômica Federal manteve sua liderança nacional, com 158 milhões de pessoas com conta aberta no banco.

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