Pente-fino no Atestmed: O que acontece com o segurado se o INSS pegar rasura ou documento falso

INSS aperta o cerco com inteligência artificial para barrar atestados falsos no Atestmed. Veja as punições e as novas regras válidas até 2027.

Veja o que acontece em caso de documentação falsa no INSS (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/INSS)

Varredura automatizada da Dataprev rastreia IPs, adulterações e assinaturas em atestados digitais; envio irregular de documentos pode gerar punição severa por estelionato

O INSS intensificou o cerco tecnológico contra fraudes em atestados médicos enviados digitalmente pelo sistema Atestmed.

Utilizando inteligência artificial, o órgão identifica rasuras, adulterações e arquivos falsificados que resultam no corte imediato do benefício por incapacidade temporária e em severas sanções criminais.

Ou seja, se o segurado submeter um laudo rejeitado por falsidade:

  • A autoridade competente indefere o processo sumariamente;
  • Os valores recebidos indevidamente devem ser integralmente devolvidos;
  • O caso é encaminhado à Polícia Federal para investigação.

O envio de documentação via internet reduziu drasticamente as filas presenciais das agências.

De acordo com o portal EXTRA, o governo federal estendeu a vigência dessa modalidade de análise documental até setembro de 2027, mantendo o limite regulamentar de afastamentos por até 90 dias.

Varredura inteligente via Dataprev

Em suma, a verificação em larga escala utiliza um sistema automatizado desenvolvido pela Dataprev.

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O mecanismo realiza uma auditoria digital minuciosa nos arquivos submetidos pelo aplicativo ou site oficial.

Logo, o cruzamento de dados examina o nome do segurado, a assinatura, o carimbo e o registro do respectivo Conselho Regional de Medicina (CRM) do emissor.

A ferramenta é programada para rastrear:

  • Montagens digitais e adulterações físicas na estrutura do arquivo;
  • O sistema registra o endereço de IP e a localização geográfica de onde o usuário enviou o arquivo;
  • A compatibilidade obrigatória entre o diagnóstico e a Classificação Internacional de Doenças (CID).

O que configura irregularidade previdenciária?

Conforme as diretrizes administrativas do órgão, um atestado é irregular ou falso em três situações principais:

  • Quando elaborado por pessoa sem habilitação legal;
  • Quando apresenta conteúdo inverídico (mesmo assinado por profissional habilitado);
  • Quando sofre modificação material no teor original.

Além disso, os auditores identificam com frequência a repetição de uma mesma caligrafia em emissões de estados diferentes.

O monitoramento também se estende a plataformas clandestinas que comercializam documentos falsificados na internet, equipados com logotipos forjados de hospitais e códigos de verificação (QR Code) simulados.

A repressão a essas práticas tem gerado ações contundentes da Polícia Federal em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária.

Operações como a Laudo Cego desmontaram esquemas criminosos complexos que envolviam a inserção de laudos falsos nos sistemas e o recrutamento ilícito de beneficiários.

Nova sistemática

As regras do Novo Atestmed determinam que a concessão não é mais uma simples triagem automática.

Os peritos médicos federais analisam a documentação à distância e emitem um parecer técnico fundamentado, possuindo autonomia para alterar o período de repouso sugerido no papel caso identifiquem incoerências.

Apesar da modernização, a Associação Nacional dos Peritos Médicos (ANMP) mantém duras críticas ao formato.

A entidade argumenta em notas oficiais que conceder auxílios baseando-se apenas em arquivos virtuais gera incerteza estrutural sobre a autenticidade dos dados.

Para a associação, a perícia presencial permanece indispensável para confrontar diretamente o quadro clínico com o papel apresentado.

Para acompanhar a situação de requerimentos e acessar serviços governamentais seguros, os cidadãos devem utilizar apenas a plataforma oficial Meu INSS.

Mas, para saber mais informações sobre a autarquia, entre outras regras, clique aqui.*

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