Parada cardíaca: Qual âncora do Jornal Hoje morreu precocemente aos 34 anos?
Ela foi a primeira grande musa do Jornal Hoje (JH), da Globo, e revolucionou a TV com seu carisma, mas partiu aos 34 anos no auge da fama.
Jornalista do JH morreu precocemente (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN)
Ela foi a primeira grande musa do Jornal Hoje (JH), da Globo, e revolucionou a TV com seu carisma, mas partiu aos 34 anos no auge da fama; Relembre sua trajetória
A história do telejornalismo brasileiro possui ícones que, embora tenham tido passagens breves, deixaram marcas indeléveis pela inovação e carisma. Ao revisitarmos a memória da televisão, o nome de Márcia Mendes, a qual brilhou no Jornal Hoje (JH), da Globo, surge como um dos mais aclamados e, ao mesmo tempo, trágicos.
Primeira grande musa do jornalismo da platinada, ela desafiou os padrões rígidos da época com uma linguagem informal e próxima do público, mas teve sua trajetória interrompida no auge, deixando o Brasil em choque com uma despedida precoce.
Em meio a uma carreira meteórica, ela se deparou com uma parada cardíaca, a qual fez a âncora do Jornal Hoje morrer precocemente aos 34 anos.
Com base em informações do Memória Globo, resgatamos abaixo o legado da jornalista que humanizou a notícia.
- Trajetória de Márcia;
- Inovação na bancada;
- O trio feminino;
- Luta contra doenças;
- Como Márcia Mendes faleceu?
De pianista a estrela
Nascida no Mato Grosso do Sul e criada em Santos, Márcia Mendes era uma mulher de talentos múltiplos.
Antes de brilhar nos vídeos, consolidou uma carreira como pianista erudita, formando-se aos 18 anos na Escola Superior de Música.
No entanto, sua beleza e presença a levaram para as passarelas como modelo e, posteriormente, para as redações de moda da Editora Bloch.
Foi essa combinação de sensibilidade artística e experiência com o público que chamou a atenção de Armando Nogueira, que a convidou para a Globo em 1975.
Inovação
Márcia Mendes não foi apenas uma apresentadora; ela foi uma revolucionária da linguagem.
No Jornal Hoje, ela quebrou a seriedade excessiva da época ao introduzir gírias e um tom coloquial, aproximando o telejornal das mulheres e dos jovens.
Ela acumulou as funções de âncora e editora de moda, provando que o jornalismo poderia ser informativo e esteticamente moderno ao mesmo tempo.
Sua parceria com Carlos Campbell no telejornal Amanhã também é lembrada pelo tom de diálogo, quase uma conversa com o telespectador.
O trio feminino
Em 1979, o Jornal Hoje viveu um momento histórico ao ser dirigido por um trio de mulheres: Ligia Maria, Sônia Maria e Márcia Mendes.
Essa gestão focou no público jovem feminino, investindo em seções inovadoras e em uma linha editorial descontraída.
Márcia também brilhou no Fantástico e realizou entrevistas especiais para o Jornal Nacional, consolidando-se como uma das jornalistas mais versáteis e queridas da Rede Globo, participando até de festivais de música ao lado de grandes nomes como José Wilker.
Uma luta contra doenças
Mas a vida pessoal de Márcia foi marcada por superações físicas. Ainda jovem, uma cirurgia a impediu de realizar o sonho de ser mãe.
Em 1978, a saúde da jornalista deteriorou-se gravemente: ela sofreu uma embolia cerebral que paralisou seu braço direito e colocou sua voz em risco.
Exames revelaram uma infecção grave nas válvulas do coração. Mesmo desenganada pelos médicos em duas ocasiões, ela demonstrou uma força descomunal, recuperando-se e retornando ao vídeo sob os aplausos de milhões de admiradores que lhe enviavam cartas de todo o país.
Quando Márcia Mendes faleceu?
Infelizmente, a recuperação de Márcia não foi definitiva. Em meados de 1979, ela voltou a ser internada devido a complicações cardíacas.
Após um período em coma que mobilizou o Brasil em orações, Márcia Mendes sofreu uma parada cardíaca e faleceu no dia 6 de julho de 1979, com apenas 34 anos.
Sua morte precoce deixou um vazio no jornalismo brasileiro, mas seu estilo informal e sua coragem em frente às câmeras pavimentaram o caminho para a linguagem que vemos nos telejornais até hoje.
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