Plano de lei na era Lula adiciona +2 doenças para conquistar aposentadoria em 2025. Saiba se você tem direito
O cenário previdenciário brasileiro poderá passar por transformações significativas em 2025. Assim, trabalhadores devem se manter atentos às discussões legislativas em andamento que podem afetar seus direitos.
Estas mudanças podem impactar diretamente o acesso a benefícios essenciais do INSS. Por conseguinte, a compreensão das propostas é fundamental para o planejamento futuro dos segurados.
A partir de informações divulgadas pelo portal “Extra”, a equipe do TV Foco, especializada em Direitos Trabalhistas e Previdenciários, traz agora mais detalhes sobre o assunto.
Avanço legislativo no senado
Trata-se do Projeto de Lei (PL) 2.472/2022, que avançou em uma etapa importante no final de 2024. O Senado Federal, por meio de sua Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aprovou a referida proposta naquele período.
Esta iniciativa legislativa visa incluir duas condições de saúde específicas na lista de doenças consideradas graves. Consequentemente, isso alteraria as regras para a concessão de benefícios previdenciários importantes.
As doenças em questão são o lúpus e a epilepsia. Caso o projeto se torne lei em 2025, portadores dessas condições terão um acesso facilitado a determinados auxílios pagos pelo INSS.

Facilidade no acesso a benefícios
A principal alteração proposta reside na dispensa do período de carência para alguns benefícios do INSS. Ou seja, não seria mais necessário cumprir os 12 meses de contribuição exigidos atualmente para esses casos.
Especificamente, a medida afetaria a solicitação do auxílio por incapacidade temporária, benefício anteriormente conhecido como auxílio-doença. Além disso, a aposentadoria por incapacidade permanente também estaria contemplada.
Atualmente, outras enfermidades já garantem esse direito, como neoplasia maligna (câncer) e hanseníase, por exemplo. Portanto, a proposta busca equiparar o tratamento dado a diferentes condições graves.

Busca por tratamento isonômico
O senador Paulo Paim (PT-RS), que é o autor da matéria, enfatizou que o objetivo central é garantir isonomia no tratamento previdenciário. Ele esclareceu que o projeto não busca criar privilégios indevidos.
Pelo contrário, a intenção declarada é assegurar que pessoas com lúpus e epilepsia recebam o mesmo tratamento já dispensado legalmente a portadores de outras doenças graves listadas.
Qual o próximo passo para o projeto de lei?
Após a aprovação pela CAE em dezembro de 2024, o PL 2.472/2022 seguiu para análise em outra instância do Senado Federal. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) é a responsável pela avaliação atual do texto.
Dependendo do parecer emitido pela CAS, o texto poderá então avançar para votação no plenário principal do Senado. Posteriormente, se aprovado ali, será encaminhado à Câmara dos Deputados para nova deliberação.
É importante notar que, desde o final de 2024, não foram divulgadas novas atualizações oficiais sobre a tramitação do projeto. Assim, o acompanhamento do processo legislativo em 2025 é fundamental.
Doenças que já isentam carência
A legislação previdenciária brasileira vigente já reconhece um conjunto de doenças que dispensam o cumprimento do período de carência para a concessão de auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente. Essas condições incluem:
- Alienação mental
- Cardiopatia grave
- Cegueira bilateral
- Contaminação por radiação
- Doença de Alzheimer
- Doença de Parkinson
- Espondiloartrose anquilosante
- Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante)
- Hanseníase com sequelas graves e incapacitantes
- Hepatopatia grave
- Nefropatia grave
- Neoplasia maligna (câncer)
- Paralisia irreversível e incapacitante
- Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS)
- Tuberculose com sequelas graves e incapacitantes

Considerações finais
Dessa forma, a aprovação final do PL 2.472/2022 representaria um avanço importante para os direitos previdenciários de portadores de lúpus e epilepsia. Contudo, a sua tramitação legislativa completa ainda requer acompanhamento atento.
Trabalhadores e demais segurados do INSS devem continuar monitorando as movimentações no Congresso Nacional durante o ano de 2025, pois a eventual sanção desta lei trará mudanças concretas e significativas no acesso a direitos previdenciários essenciais como a aposentadoria.
