Produtora e ex-global, Karla Muga fala sobre ida de atores brasileiros para a TV portuguesa: "Não há espaço"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

03/08/2018 às 19:14 · Tempo de leitura: 3 minutos

Karla Muga vive me Portugal. (Foto: Divulgação)

Karla Muga vive em Portugal. (Foto: Divulgação)

Nos últimos anos, alguns atores que não vinham ganhando muito destaque na TV brasileira se animaram com a possibilidade de cruzar o horizonte e conquistar novos trabalhos em um mercado diferente: o de Portugal.

Com a facilidade de se habituar ao novo país em virtude da língua e da cultura dos portugueses, que já estão acostumados com o trabalho dos brasileiros em novelas da Globo, populares por lá, nomes como os de Marcello Antony, Silvia Pfeifer, Zezé Motta, Carolina Kasting e Thiago Rodrigues decidiram fazer as malas e investir nas séries e folhetins portugueses.

A autora Maria João Costa, por exemplo, faz questão de contar com brasileiros no elenco das suas novelas, e explica o volume maior de atores daqui em terras lusitanas. “A política de contratação de atores da Globo influenciou, pois agora está mais flexível. Antes, os artistas eram muito mais blindados. Outro fator é que as novelas brasileiras fazem muito sucesso por aqui, e o público reconhece e admira esses atores”, declarou a novelista em entrevista ao site do jornalista Daniel Castro, em maio deste ano.

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Porém, a brasileira Karla Muga, produtora, coach e preparadora de atores, acredita que os atores tupiniquins não devem se animar muito com o mercado português. Marcada por interpretar a prostituta Grampola, de A Indomada (1997), Muga hoje vive em Portugal e atua mais nos bastidores da TV. Também em entrevista ao site de Castro, a produtora contou que apesar do aumento de brasileiros, o mercado português é muito limitado.

“Não há espaço para tanta gente. Temos de ser realistas, olha o tamanho do país. A indústria de dramaturgia é minúscula, não é 10% do que é feito no Brasil. Os recursos para o audiovisual acabaram há dois anos, hoje Portugal tem 30 ou 40 atores que se mantêm no ar. E não é só na TV, é em todas as áreas. Acho que o país é uma ótima escolha para quem está vivendo de aposentadoria, não tem uma ambição profissional. Mas não é a salvação que todos imaginam, não”, declarou.

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