Um projeto de lei está sendo analisado para entrar em vigor e garantir mais um benefício importante para algumas mulheres em 2026
O Estado do Paraná está analisando um novo projeto de lei, que se entrar em vigor garantirá um novo benefício para as mulheres, já em 2026.
Essa medida se mostra muito importante, principalmente em um momento em que só crescem os números de feminicídios ou tentativas.
De acordo com o portal ‘O Presente’, a Assembleia Legislativa do Paraná está analisando o Projeto de Lei n° 297/2026.
Seu texto propõe a criação de diretrizes para a implantação de grupos de apoio para mulheres em situação de violência, que atenda todo o estado.
A autora da proposta é a deputada estadual Cristina Silvestri, que visa o fortalecimento emocional, psicológico e social das vítimas de crimes domésticos.
“A ideia é criar um espaço onde as mulheres possam ser ouvidas de verdade e trocar experiências entre si. O objetivo é ajudar cada uma a recuperar a confiança, autoestima e a autonomia”, disse a deputada.
Os grupos devem funcionar em espaços seguros, sigilosos e não institucionalizados, para evitar que os homens agressores saibam onde suas vítimas estão.
Esse é um passo importante para que todas as mulheres, vítimas de violência doméstica, se sintam mais seguras e possam se recuperar.

Mulheres terão ajuda e apoio de outras mulheres
A deputada Cristina Silvestri ressaltou que os encontros podem ser conduzidos por mulheres voluntárias, de preferência capacitadas para tratar assuntos delicados.
Se houver a necessidade, também serão as responsáveis por encaminhar para serviços da rede de atendimento, em casos mais graves.
“A proposta garante que tudo funcione de forma leve e respeitosa: a participação é voluntária, o que é compartilhado ali fica em sigilo e ninguém é julgado”, garantiu a parlamentar.
Por fim, revelou para que as participantes não tenham vergonha, pois todas ali passaram pela mesma situação: “É um espaço de troca, onde todas estão no mesmo nível”.
Enfrentamento à violência contra a mulher
Nos últimos meses vem crescendo cada vez mais o número de casos de violência contra mulheres, e muitas delas acabam falecendo nas mães de homens possessivos.
Por isso que o enfrentamento à violência contra a mulher exige ações que vão além de medidas repressivas. Elas precisam de mecanismos contínuos de acolhimento e suporte.
“Nesse sentido, a criação de grupos de apoio é uma alternativa de baixo custo, com potencial de impacto social significativo e alinhada às melhores práticas de políticas públicas”, completou a deputada.
Apesar disso, o projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa, onde terá a análise da Comissão de Constituição e Justiça, antes de uma possível aprovação.

Os 4 tipos de feminicídio
Há o feminicídio íntimo, cometido por um homem que já teve ou estava tendo uma relação pessoal com a vítima.
Já o não-íntimo é quando a relação não é tão afetiva, mas conhece as mulheres através do trabalho ou outra convivência do dia a dia.
Feminicídio por conexão é quando as mulheres acabam morrendo por tentar intervir na agressão de outra mulher.
Por fim, o indireto, como negligência obstétrica, abortos inseguros, ou quando o assassino mata alguém próximo da mulher, como um filho, por exemplo.
Claro que o feminicídio é o último passo de uma sequência de fatores que faz as mulheres sofrerem nas mãos de um homem que se acha dono dela.
Por isso é importante estar sempre atenta em todos os sinais, como ciúmes excessivo, proibições de coisas básicas, raiva e violência, para não correr risco de vida.
