Em plena sexta 13: Apresentador da Globo sofreu infarto ao vivo e morreu no ar

Apresentador da Globo infartou ao vivo e morte causou choque (Foto Reprodução/Montage,m/Lennita/TV Foco/Canva)
TRAGÉDIA AO VIVO: Relembre a noite em que apresentador morreu na frente das câmeras da TV Globo em uma sexta-feira 13
A história da TV Globo guarda um dos episódios mais impressionantes e trágicos da comunicação brasileira, que é a morte de um famoso apresentador em frente às câmeras. Em 1965, ano de inauguração da emissora, o público testemunhou o momento exato em que o comando de uma das atrações mais populares da época foi interrompido pela fatalidade.
O caso, que aconteceu em uma emblemática sexta-feira 13, chocou o país e marcou para sempre os bastidores do entretenimento ao vivo.
Trata-se da morte de Gláucio Gil, o qual sofreu um infarto ao vivo e morreu em seguida, ainda no ar.
Com base em informações do portal Na Telinha, trazemos abaixo os seguintes assuntos:
Sumário dos Assuntos
- Quem era Gláucio Gil?
- “Dia Aziago”;
- Relatos de quem estava no ar;
- Mobilização popular;
- Memória Viva.
Quem era Gláucio Gil?
Gláucio Gil foi um dos rostos inaugurais da emissora do Plim Plim, estreando oShow da Noite em 26 de abril de 1965, mesma data em que a emissora entrou no ar.
Com duas horas de duração e exibido às 22h30, o programa era um sucesso absoluto, recebendo estrelas internacionais como a atriz italiana Claudia Cardinale.
O apresentador é considerado por historiadores da TV como o precursor do formato de talk-show no país, misturando entrevistas e entretenimento com uma agilidade inédita para a época.
“Dia Aziago”:
A noite de 13 de agosto de 1965 começou com uma fala que, minutos depois, ganharia um tom sombrio.
Gláucio abriu o programa comentando sobre a data: “Hoje é sexta-feira, 13 de agosto. Dia azíago, mas até agora vai caminhando bem, felizmente”.
Pouco tempo após a abertura, como uma maldição, por volta das 23h, o apresentador começou a passar mal enquanto conversava com seus convidados, vindo a falecer nos estúdios da emissora aos 33 anos de idade.
Inclusive, devido ao fato de ser uma sexta-feira 13, muitos telespectadores que assistiam ao programa no momento em que ele desfalecera no sofá do cenário acreditaram que se tratava de uma encenação ou uma brincadeira macabra típica da data.
O choque real só veio quando a imagem foi substituída por um slide estático da emissora

O infarto dos estúdios
O produtor Domingos de Oliveira relatou que o mal-estar foi súbito. Segundo relatos da época, o apresentador sofreu um infarto fulminante diante das câmeras.
O crítico Yan Michalski, que assistia à transmissão, descreveu a experiência como um “gosto amargo na boca”.
Assim que a gravidade foi percebida, a Globo saiu do ar imediatamente, deixando o público em um estado de incerteza e choque total.
Após a tragédia, o programa foi assumido pelo apresentador Paulo Roberto, que o conduziu até dezembro de 1965.
Mobilização popular
O impacto da morte de Gláucio foi tão imediato que uma multidão se formou rapidamente nos portões da sede da Globo, no Rio de Janeiro.
Em uma era sem redes sociais, as pessoas correram para a porta do canal para confirmar o que haviam acabado de presenciar pela televisão.

O sepultamento do apresentador ocorreu dois dias depois, sob forte comoção popular e cobertura da imprensa nacional.
Qual foi o legado deixado por Gláucio Gil?
Embora tenha partido de forma prematura, a contribuição de Gláucio para a cultura brasileira foi eternizada.
Atualmente, seu nome batiza o Teatro Gláucio Gil, localizado no Rio de Janeiro.
O espaço é um dos palcos mais tradicionais do Rio de Janeiro, mantendo viva a memória do comunicador que ajudou a fundar os pilares do entretenimento moderno na televisão.
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