Rede de supermercados St Mache pede recuperação judicial e anuncia venda
A rede de supermercados St Mache, tradicional em São Paulo, deu um passo importante para evitar a falência.
A empresa acertou a venda de suas operações para o grupo chileno Cencosud, responsável pela bandeira Giga Atacado no Brasil, enquanto busca na Justiça uma solução para renegociar dívidas que somam R$ 574,3 milhões.
Nesta matéria, você saberá:
- St Marche pediu recuperação judicial
- Rede acertou venda de suas 32 lojas
- Negócio ainda depende de aprovação
Venda ao grupo chileno
Segundo informações do G1, o Cencosud fechou um acordo para adquirir as operações da rede de supermercados St Marche.
Caso a negociação seja concluída, a varejista passará a incorporar 32 lojas da rede de supermercados à sua atuação no Brasil.
No entanto, a compra ainda depende da aprovação do plano de recuperação judicial do Grupo Hortus pela Justiça.
Além do aval do Conselho Administrativo de Defasa Econômica, o Cade, órgão responsável por analisar possíveis impactos da operação.
A aquisição será feita sem que o Cencosud assuma as dívidas financeiras ou caixa da empresa.
O Grupo ainda afirma que a venda para o Cencosud pode representar “uma saída organizada” da crise, fato que ajudará a manter empregos, preservar o funcionamento das lojas e aumentar a chance de pagamentos a fornecedores.

Dívida milionária e a crise
Fundado em 2002, a rede de supermercados St Marche possui 32 unidades no estado de São Paulo e um centro de distribuição com cerca de 7,5 mil metros quadrados.
Nos 12 meses encerrados em março, a rede de supermercados registrou vendas superiores a R$ 1.078 bilhão.
Apesar do faturamento, o Grupo Hortus afirmou no processo judicial que enfrenta uma grave crise de liquidez.
Segundo a empresa, o cenário foi agravado pelo crescimento do endividamento, pela alta dos juros no Brasil e pela diminuição das linhas de crédito disponíveis no mercado.

Tentativa anterior não resolveu a crise
Antes do novo pedido à Justiça, o Grupo Hortus já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial. Porém, o plano foi suspenso em fevereiro.
Segundo o grupo, a alternativa não foi suficiente para conter os problemas financeiros e garantir a reorganização necessária para continuidade das operações.
Na prática, a recuperação judicial permite que a empresa tenha um período de proteção para organizar suas finanças.
Durante até 180 dias, as cobranças de determinadas dívidas podem ficar suspensas, enquanto a companhia apresenta um plano de pagamento aos credores.

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