"Três vezes mais": Renata Vasconcellos para JN às pressas e confirma aumento colossal no INSS após 10 anos
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Renata Vasconcellos trouxe notícia chocante sobre o INSS no JN (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)
Âncora do principal jornal do país, Renata Vasconcellos surpreende beneficiários do INSS com situação preocupante no sistema previdenciário: “Tende a se intensificar”
Renata Vasconcellos, âncora do Jornal Nacional, na Globo, trouxe na programação do maior jornal do país para confirmar uma situação preocupante confirmada no INSS.
O jornal trouxe um levantamento, publicado “O Globo”, que mostra que o número de benefícios pagos pelo INSS cresceu três vezes mais do que o número de contribuintes nos últimos dez anos.
“Um estudo sobre as contas da previdência social constatou que em 10 anos o número de benefícios pagos pelo INSS cresceu três vezes mais do que o de contribuintes“, anunciou Renata, que trouxe mais detalhes sobre a situação delicada.
O estudo, conduzido pelo economista Rogério Nagamine, especialista em políticas públicas, analisou as contas da Previdência Social de 2012 a 2022 com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE.
A pesquisa noticiada no JN em abril desse ano revelou que, enquanto o número de contribuintes cresceu apenas 0,7% ao ano em média, os pagamentos de benefícios, como aposentadorias e auxílios, aumentaram a uma taxa média de 2,2% ao ano. Essa discrepância indica que as contribuições dos trabalhadores não estão acompanhando o ritmo acelerado do pagamento de benefícios.
Nagamine destacou que a população economicamente ativa, que totaliza 129 milhões de pessoas, tem enfrentado um crescimento desigual.
Mais de 70 milhões dessas pessoas não contribuíram para a previdência, o que agrava ainda mais a situação financeira do sistema.
Segundo o economista, o envelhecimento da população brasileira está desequilibrando o sistema previdenciário.
A população idosa, com 60 anos ou mais, cresce a quase 4% ao ano, enquanto a população em idade ativa, de 16 a 59 anos, cresce a menos de 1% ao ano.
“Esse desequilíbrio é estrutural e tende a se intensificar nas próximas décadas“, afirmou Nagamine. Ele também apontou que o desempenho econômico fraco e a evolução abaixo do esperado do mercado de trabalho contribuíram para o problema.
A escolaridade também desempenha um papel significativo, com apenas 13% dos trabalhadores com pouca ou nenhuma escolaridade contribuindo para a previdência.
Em contrapartida, o economista apresentou possíveis soluções para atenuar a desigualdade. “Crescimento econômico sustentável, redução da informalidade e políticas que aumentem a participação no mercado de trabalho, especialmente das mulheres”, sugeriu.
Economistas consideram que a reforma da previdência aprovada em 2019 foi crucial para evitar um colapso no sistema, mas reconhecem que a reforma não foi completa.
Leonardo Rolim, ex-presidente do INSS, alertou que o envelhecimento da população causará um aumento substancial no déficit da previdência a partir da segunda metade da década de 2030.
Por conta disso, ele ressaltou a importância de ajustes constantes no sistema para garantir a proteção das pessoas idosas.
A desigualdade no sistema previdenciário pode gerar uma série de impactos negativos, obrigando o governo a buscar financiamento adicional, possivelmente aumentando impostos ou a dívida pública.
Essa situação pode levar à necessidade de reduzir o valor dos benefícios ou aumentar a idade mínima para a aposentadoria, prejudicando aqueles que estão próximos de se aposentar.
Qual é o déficit da Previdência atualmente?
Com recorde de concessões e precatórios, o déficit da previdência atingiu R$ 306 bilhões em 2023, segundo o portal R7. O número cresceu 17% em relação ao ano anterior.
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