Rio Grande do Sul adota o salário mínimo regional para diversas categorias

Os trabalhadores com carteira assinada de diversos setores no Rio Grande do Sul contam com salários acima do nacional. E a expectativa é de novos aumentos em 2026, caso o reajuste proposto seja aprovado pela Assembleia Legislativa.

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Enquanto o salário mínimo nacional está fixado em R$ 1.621 desde janeiro, o piso regional no Rio Grande do Sul já ultrapassa esse valor em várias categorias.

Nesta matéria, você saberá:

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  • Quanto vale o piso regional do Rio Grande do Sul
  • Quais categorias recebem os valores
  • Nova proposta para aumento do salário mínimo regional

Piso regional do Rio Grande do Sul

Desde junho de 2025, o Rio Grande do Sul possuí novos valores para o piso regional, beneficiando milhares de trabalhadores CLT.

Atualmente, os salários variam entre R$ 1.789,04 e R$ 2.267,21, dependendo da categoria profissional. Veja as cinco faixas:

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  • Faixa 1 – R$ 1.789,04: Inclui trabalhadores da agricultura, pecuária, empregados domésticos e motoboys
  • Faixa 2 – R$ 1.830,23: Abrange profissionais da indústria e funcionários de hotéis, bares e restaurantes
  • Faixa 3 – R$ 1.871,75: Voltada para trabalhadores das indústrias cinematográfica, química e farmacêutica
  • Faixa 4 – R$ 1.945,67: Contempla metalúrgicos, vigilantes, auxiliares administrativos de instituições de ensino e profissionais de entidades culturais, recreativas e sociais
  • Faixa 5 – R$ 2.267,21: Destinada aos trabalhadores técnicos de nível médio
Ilustração salário mínimo (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
Ilustração salário mínimo (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Governo propõe reajuste do salário mínimo

Agora, uma nova notícia animou trabalhadores no estado. O governo do Rio Grande do Sul protocolou um projeto de lei propondo reajuste de 5,35% no piso para 2026.

Segundo o estado, o índice foi calculado com base na inflação acumulada pelo INPC nos últimos 12 meses até abril, somada ao crescimento de 1,3% do PIB gaúcho consolidado em. 2023.

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Apesar da expectativa positiva, os novos valores ainda dependem da aprovação da Assembleia Legislativa. Até lá, continuam valendo os pisos atuais.

Caso o projeto seja aprovado, os novos valores são:

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  • Faixa 1: R$ 1.884,75
  • Faixa 2: R$ 1.928,15
  • Faixa 3: R$ 1.971,89
  • Faixa 4: R$ 2.049,76
  • Faixa 5: R$ 2.388,50

Desse modo, o reajuste pode representar um ganho importante para milhares e famílias, especialmente diante do aumento do custo de vida registrado nos últimos anos.

Ilustração salário mínimo e carteira de trabalho (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
Ilustração salário mínimo e carteira de trabalho (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Outros estados também adotam o piso

Além do Rio Grande do Sul, outros estados brasileiros também possuem salário mínimo regional para terminadas categorias:

  • São Paulo
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Santa Catarina

Esses pisos estaduais costumam beneficiar trabalhadores do comércio, construção civil, serviços,, indústrias e empregados domésticos.

Os valores são reajustados anualmente por meio de leis estaduais e variam conforme a realidade econômica de cada região.

Ilustração salário mínimo (Foto: Reprodução / TV Foco / GMN)
Ilustração salário mínimo (Foto: Reprodução / TV Foco / GMN)

Custo de vida pesa no bolso do trabalhador

Mesmo com os reajustes anuais e ganhos acima da inflação, o piso ainda está distante do ideal para cobrir todas as despesas básicas de uma família.

Uma pesquisa da Serasa mostra que o custo médio mensal para manter gastos essenciais no Brasil gira em torno de R$ 3.520, mais do que o dobro do piso nacional atual.

Em grandes cidades, despesas com alimentação, aluguel, transporte e contas básicas continuam pressionando o orçamento dos trabalhadores, mesmo daqueles que recebem acima do piso nacional.