Salário mínimo estadual sobe para R$ 2.106 com lei já em vigor hoje e garante aumento imediato para milhares de trabalhadores em todo o estado

A lei que reajustou o salário mínimo regional de Santa Catarina entrou em vigor em 2026 e elevou o piso para até R$ 2.106. A medida alcançou milhares de trabalhadores formais que não possuem salário definido por convenção coletiva.

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o projeto por unanimidade após negociação entre representantes de trabalhadores e empregadores. O reajuste ficou em 6,49% e posicionou o estado entre os maiores pisos regionais do país. O novo valor superou o salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621 em 2026. A regra garantiu um padrão mínimo de remuneração mais alto dentro do estado.

O piso regional não estabelece um único valor para todos os trabalhadores. A legislação divide os salários em quatro faixas, conforme o setor de atuação e o nível de qualificação exigido. Essa divisão busca refletir a realidade de cada área profissional.

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Santa Catarina tem um salário mínimo acima do nacional (Foto: Reprodução/Internet)
Santa Catarina tem um salário mínimo acima do nacional (Foto: Reprodução/Internet)

Os valores variam entre R$ 1.842 e R$ 2.106. A lei determinou que o reajuste vale desde 1º de janeiro de 2026. Isso obrigou empresas a pagar valores retroativos, ou seja, diferenças acumuladas desde o início do ano. Muitos trabalhadores receberam ajustes nos meses seguintes à aprovação da lei.

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O salário mínimo regional funciona como um piso obrigatório dentro do estado. Ele se aplica apenas quando não existe uma convenção coletiva ou acordo trabalhista que determine outro valor. Convenção coletiva é um acordo firmado entre sindicatos de trabalhadores e empresas para definir salários e condições de trabalho.

Quando esse acordo existe, ele prevalece sobre o piso regional. O objetivo do salário mínimo estadual é evitar remunerações muito baixas em setores menos organizados. Esse mecanismo protege trabalhadores que não possuem representação sindical forte.

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Vlores do salário mínimo de SC

A primeira faixa salarial ficou definida em R$ 1.842. Ela contempla trabalhadores da agricultura, pecuária, pesca, construção civil e empregados domésticos. Esses setores geralmente exigem menor qualificação técnica formal.

A segunda faixa passou para R$ 1.908. Ela abrange profissionais das indústrias de vestuário, calçados, papel, papelão, fiação e tecelagem. Esses segmentos possuem maior nível de especialização, mas ainda mantêm características operacionais.

A terceira faixa foi fixada em R$ 2.022. Ela inclui trabalhadores de indústrias químicas, farmacêuticas, alimentícias e também do comércio em geral. Esses setores exigem maior qualificação e envolvem atividades com mais responsabilidade técnica.

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A quarta e última faixa atingiu R$ 2.106. Esse é o maior valor do piso regional. Ela contempla trabalhadores de indústrias metalúrgicas, gráficas, do setor de turismo, da área da saúde e também de serviços em edifícios e condomínios. Esses segmentos costumam exigir maior preparo técnico e especialização profissional.

O reajuste de 6,49% resultou de um consenso entre sindicatos e entidades empresariais. Esse tipo de acordo evita conflitos trabalhistas e garante maior previsibilidade econômica. O aumento superou a inflação do período anterior.

Inflação é o aumento generalizado dos preços de produtos e serviços. Quando o salário cresce acima da inflação, ocorre ganho real. Isso significa que o trabalhador passa a ter maior poder de compra. Ele consegue adquirir mais bens e serviços com o mesmo rendimento mensal.

Previsão do salário mínimo em Santa Catarina para 2026 (Reprodução: Montagem TV Foco)
Salário mínimo em Santa Catarina para 2026 (Reprodução: Montagem TV Foco)

A comparação com o salário mínimo nacional reforça o impacto do piso regional. Em 2026, o valor nacional foi estabelecido em R$ 1.621. Já o maior piso catarinense chegou a R$ 2.106. Essa diferença ultrapassa 25% na faixa mais alta. O cenário reflete a força econômica de Santa Catarina.

O estado apresenta forte presença industrial e níveis mais baixos de desemprego. Esse ambiente favorece negociações salariais mais elevadas sem comprometer de forma significativa a competitividade das empresas.

O aumento do salário mínimo regional também influenciou diretamente a economia local. Com maior renda disponível, trabalhadores ampliaram o consumo de produtos e serviços. Esse movimento fortaleceu o comércio e estimulou pequenos negócios. Ao mesmo tempo, empresas precisaram ajustar custos com folha de pagamento. Esse impacto costuma ser considerado nas negociações entre empregadores e sindicatos.

O modelo adotado por Santa Catarina, com negociação direta e divisão por faixas, manteve o equilíbrio entre valorização do trabalhador e sustentabilidade econômica. A política segue como referência entre os estados que adotam pisos regionais no Brasil.