Martelo batido: Tarcísio baixa nova lei em SP e chega com fim vital do posto Shell por substituto bilionário

Decreto de Tarcísio Freitas atinge posto da Shell em região populosa de São Paulo (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Logo.Net/Freepik/ Marcello Casal Jr/ Agência Brasil/José Cruz/Agência Brasil)
Uma das unidades mais tradicionais da rede de postos da Shell localizado em uma das regiões mais povoadas de São Paulo tem fim confirmado após decreto do governador
E uma unidade vital dos postos da Shell, um dos mais tradicionais e renomados do mercado do petróleo, está dando adeus por conta de um novo decreto feito pelo Governador Tarcísio de Freitas, em junho deste ano de 2024.
O posto, assim como outros estabelecimentos que passam pela mesma situação fica entre o cruzamento das avenidas Tiradentes e Paulo Faccini. Tal medida faz parte do projeto de construção da estação de metrô Bosque Maia da Linha 19-Celeste, a última do ramal.
De acordo com o portal GRU Diário, o decreto é o de nº 68.552/2024, e foi ainda no dia 22 de maio de 2024 pelo governador. Conforme antecipou o GWeb, por meio dele, foram definidos os terrenos para a implantação de 5 estações no município, além de poços de ventilação e saídas de emergência.
No caso da Estação- Bosque Maia, a estatal metroviária recebeu ordem para buscar a desapropriação amigável, ou se necessário, judicial.
Além do Shell, foram atingidos por esse mesmo decreto uma das unidades mais antigas do McDonald’s da região, ao lado, a agência bancária do Santander e outros estabelecimentos comerciais na região, como uma academia, cujos quais serão substituídos pelo “substituto” bilionário.
Conforme exposto pelo Diário do Transporte, a obra prevê a criação de 10.578 empregos diretos e 18.164 indiretos e investimento de R$11,45 bilhões em obras civis e R$1,08 bilhões com as desapropriações.
Entenda o trâmite
Essas desapropriações, de acordo com o portal, fazem parte de um processo mais amplo que também envolve a desocupação de uma grande área no calçadão da Dom Pedro.
A Linha 19-Celeste, quando concluída, deverá conectar a região central de São Paulo a Guarulhos, passando por áreas importantes como a Zona Norte da capital, Shopping Internacional e Vila Augusta.
A linha integrará com as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, partindo da Estação Anhangabaú, próxima ao Terminal Bandeira de ônibus urbanos.
Fora isso, no bairro do Pari, será construída uma estação próxima à Feirinha da Madrugada, com integração com a Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
As despesas da desapropriação serão bancadas pelo Metrô, que está autorizado a iniciar os processos judiciais de desapropriação e ocupação temporária.
Vale dizer que os responsáveis pelos imóveis atingidos, incluindo o da Shell, ainda não se pronunciaram, porém o espaço permanece aberto caso os mesmos queiram se manifestar.

A unidade do McDonald's é a mais antiga de Guarulhos (Foto: Reprodução / GWeb)

Trajeto da Linha 19- Celeste do metrô (Foto Reprodução/YT)

Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução/Cleiby Trevisan)
Qual a expectativa de alcance da nova Linha 19- Celeste do metrô?
De acordo com o portal Metrô-CPTM, a Linha 19-Celeste será totalmente subterrânea. O trajeto entre as estações Bosque Maia e Anhangabaú será feito em 29 minutos. É possível que haja integração, em uma segunda etapa do projeto, com a Linha 13-Jade da CPTM que ligará o Aeroporto Internacional de Guarulhos à Estação da Luz.
A expectativa é de que quase 700 mil passageiros utilizem a linha diariamente. As desapropriações devem acontecer até 2025. Já as obras estão previstas para acontecer entre 2025 e 2030.