O governador Tarcísio sanciona o reajuste de 10% para essa lista de trabalhadores de SP e muda as regras de promoção

A valorização das forças de segurança em São Paulo ganhou um capítulo decisivo neste primeiro semestre de 2026. Em um movimento que une reconhecimento salarial e modernização das estruturas internas, o governador Tarcísio de Freitas sancionou a Lei nº 18.442, que impacta diretamente o cotidiano de quase 200 mil servidores.

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Em suma, ela libera um aumento de 10% no holerite desses profissionais em SP.

Pensando em sanar todas as dúvidas no que se refere a essa nova legislação, trazemos abaixo mais detalhes de como ela não apenas compensa perdas inflacionárias, como também corrige gargalos históricos nas promoções e na progressão de carreira:

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  • Beneficiários do Reajuste: Quem recebe os 10% de aumento?
  • Fim da 2ª Classe na PM: Promoção imediata para 10 mil soldados;
  • Polícia Civil: O novo caminho para o topo da carreira em 18 anos;
  • Polícia Técnico-Científica: Inclusão na jornada extra (Dejec);
  • Impacto Fiscal: O investimento de R$ 1,75 bilhão anuais.
Tarcísio de Freitas (Foto: TV Globo)
Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Quem são os profissionais beneficiados?

A nova lei garante um aumento real de 10% na remuneração, abrangendo todas as classes e carreiras das polícias de São Paulo.

A medida contempla cerca de 198 mil servidores, incluindo ativos e inativos (aposentados e pensionistas).

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  • Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica;

MAS ATENÇÃO! A Polícia Penal, subordinada à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), não foi incluída neste pacote específico de reajuste;

O projeto passou em regime de urgência pela Alesp neste mês de abril, respeitando os prazos legais do ano eleitoral de 2026.

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Um projeto aprovado na Alesp visa a proibição do uso da palavra carne em aplimentos de origem vegetal (Foto: Reprodução/ Internet)
ALESP (Foto: Reprodução/ Internet)

Reestruturação na PM

A Polícia Militar passa por uma reforma estrutural significativa com a extinção da graduação de Soldado de 2ª classe.

Essa mudança tem efeito prático imediato no bolso do ingressante.

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  • Promoção automática: O ingressante passa a ser denominado “aluno-soldado” e, ao concluir o curso de formação, torna-se automaticamente Soldado de 1ª classe;
  • Ganho financeiro: A medida viabiliza a promoção de mais de 10 mil profissionais, gerando um incremento médio de R$ 480 no salário bruto;
  • Progressão: Foi estabelecido um cronograma para que soldados com mais de cinco anos de serviço cheguem ao posto de cabo até dezembro de 2028;
  • Foco na Meritocracia: A ascensão profissional agora depende de um conjunto rígido de critérios, incluindo avaliação de desempenho, cursos de aperfeiçoamento e histórico disciplinar.
Ilustração policiais (Foto: Canva)
Policiais e servidores da segurança pública recebem aumento na remuneração (Foto: Reprodução/Canva)

Polícia Civil – Classe Especial em 18 anos

Para a Polícia Civil, a legislação foca na agilidade da carreira. O novo modelo permite que um policial alcance a Classe Especial (o topo da hierarquia) em aproximadamente 18 anos, um percurso que, anteriormente, poderia levar mais de três décadas:

  • Requisitos de ascensão: A progressão agora é vinculada ao tempo na classe e à qualificação profissional obrigatória;
  • Previsibilidade: O objetivo é garantir que o policial tenha uma carreira constante e previsível, baseada no mérito e no tempo de serviço.

Valorização da Polícia Técnico-Científica

Os peritos criminais e médicos legistas também foram contemplados com a regulamentação da Dejec (Diária Especial por Jornada Extraordinária).

  • Renda Extra: Agora, esses especialistas podem trabalhar voluntariamente em seus dias de folga, recebendo por até dez diárias extras de 8 horas por mês;
  • Equiparação: O benefício iguala a categoria aos delegados e agentes, oferecendo uma oportunidade real de aumento na renda líquida mensal por meio da prestação de serviço extraordinário.

Como a valorização da polícia altera os cofres públicos de São Paulo?

De acordo com a Alesp, a implementação deste pacote de reajustes representa um investimento de aproximadamente R$ 1,75 bilhão anuais aos cofres do Estado de São Paulo.

Além disso, o governo estadual afirma que esse esforço financeiro é estratégico, uma vez que ele prevê uma redução no déficit de pessoal nas corporações além de motivar as tropas em um período de intensa atividade na segurança pública.

Mas, para saber mais informações sobre a legislação brasileira clique aqui*.