Nova lei de Lula movimenta R$ 28 bilhões e Tebet confirma aumento no salário para 2026
O governo federal avançou em 2025 com uma das mudanças tributárias mais amplas da última década ao sancionar uma nova lei que altera o Imposto de Renda. A medida amplia a faixa de isenção mensal para quem recebe até R$ 5.000.
Contudo, a iniciativa cumpre promessa de campanha do presidente Lula. Além disso, a proposta mira impacto direto na renda disponível de milhões de trabalhadores. O Ministério da Fazenda estima efeito fiscal próximo de R$ 28 bilhões ao ano. Portanto, o tema ganhou centralidade no debate econômico nacional.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, divulgou detalhes da nova legislação após a sanção presidencial. Segundo ela, o texto aprovado busca corrigir distorções históricas da tabela do Imposto de Renda.
Porém, ao mesmo tempo, a lei pretende fortalecer o poder de compra da classe média. O Congresso Nacional aprovou a proposta após meses de negociação. Assim, o governo consolidou um dos pilares da agenda econômica para 2026. A aplicação prática ocorrerá no ano seguinte.
O que mudou com a nova lei do Imposto de Renda?
A principal mudança estabelece isenção total do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5.000. Com isso, trabalhadores assalariados deixam de sofrer descontos diretos na folha. Antes da nova lei, a isenção efetiva dependia de deduções temporárias.
Agora, o texto legal fixa o valor de forma permanente. Além disso, a Receita Federal ajustará automaticamente a tabela. Dessa forma, o contribuinte percebe o alívio no salário líquido.
O governo calcula que mais de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados diretamente. Esse grupo inclui empregados formais, servidores públicos e parte dos aposentados. No entanto, a ampliação da isenção reduz a arrecadação federal.
Por isso, o texto aprovado prevê mecanismos de compensação. Assim, a política busca equilíbrio entre justiça tributária e responsabilidade fiscal. O impacto total explica a estimativa de R$ 28 bilhões.
Durante a sanção, integrantes do governo destacaram o efeito social da medida. Simone Tebet afirmou que a lei representa avanço na correção da tabela do Imposto de Renda. Além disso, parlamentares aliados ressaltaram o impacto sobre o consumo das famílias.
Contudo, com mais renda disponível, o comércio tende a reagir. Portanto, a equipe econômica aposta em estímulo indireto à atividade econômica. O governo também espera aumento da formalização do trabalho.
Por fim, a nova regra começa a valer para o ano calendário de 2025, com declaração em 2026. Na prática, os trabalhadores sentirão o efeito ao longo de 2026. Enquanto isso, a Receita Federal prepara ajustes operacionais.
Contudo, o governo considera a medida estruturante para os próximos anos. Assim, a política tributária ganha novo desenho. O debate agora se volta para os efeitos fiscais e econômicos de longo prazo.
