Lei em vigor hoje, garante proteção para idosos a partir de 60 anos contra seis dívidas, como água, energia elétrica e boletos em atraso

Já está em vigor no Brasil a Lei 14.181 de 2021, conhecida como Lei do Superendividamento, e ela garante proteção especial para idosos com 60 anos ou mais. A norma alterou o Código de Defesa do Consumidor e reforçou direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa.

Continua depois da publicidade

Desde então, consumidores que não conseguem pagar dívidas sem comprometer despesas básicas passaram a contar com mecanismos formais de renegociação. Além disso, a lei impede que a renda essencial do idoso seja totalmente consumida por parcelas e juros acumulados.

http://tvfoco.uai.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Daniela-Mercury.jpg
Lei do Superendividamento voltada para idosos de baixa renda (Reprodução: Montagem TV Foco)

A legislação não perdoa dívidas de forma automática. No entanto, ela cria regras claras para reorganizar pagamentos quando o idoso comprova que não consegue quitar tudo sem abrir mão do básico.

Continua depois da publicidade

O texto legal considera superendividado quem não consegue pagar dívidas de consumo sem comprometer alimentação, moradia, saúde e outras despesas essenciais. Ou seja, a lei protege quem agiu de boa fé e mesmo assim perdeu o controle financeiro.

Mas o que significa superendividamento na prática? Significa que a renda mensal não cobre todas as obrigações financeiras. Portanto, a pessoa escolhe entre pagar boletos ou comprar comida. Essa situação se tornou comum entre aposentados que vivem com renda fixa. Muitas vezes, despesas médicas aumentam. Em outros casos, o crédito fácil agravou o problema.

Quais dívidas a lei ajuda?

A lei permite incluir no plano de pagamento dívidas como água, luz, gás, telefone, cartão de crédito, empréstimos pessoais e financiamentos. Porém, a regra exige que o contrato tenha sido feito de forma regular e sem fraude.

Continua depois da publicidade

Além disso, a renegociação deve respeitar a capacidade real de pagamento do idoso. Caso não haja acordo direto com o banco ou empresa, a Justiça pode intervir.

Um dos pontos centrais da lei é o chamado mínimo existencial. Esse termo pode parecer técnico, mas a explicação é simples. O mínimo existencial é o valor da renda que precisa ficar intocado para garantir sobrevivência digna.

Portanto, o idoso deve manter dinheiro suficiente para alimentação, remédios e moradia antes de pagar dívidas. Esse critério orienta juízes e mediadores na hora de definir parcelas.

Continua depois da publicidade

Muito cuidado

Além disso, a lei proíbe práticas abusivas de cobrança. Empresas não podem pressionar o idoso com ligações insistentes ou mensagens ameaçadoras. Também devem apresentar contratos claros, com juros informados de forma transparente.

Contudo, caso o credor descumpra essas regras, o consumidor pode buscar o Procon ou a Defensoria Pública. Esses órgãos orientam e podem intermediar acordos formais.

Nem todas as dívidas entram nessa proteção. Tributos, pensão alimentícia e multas criminais seguem regras próprias. Portanto, cada caso exige análise individual. Ainda assim, a lei representa um avanço importante na defesa de idosos que vivem com orçamento apertado. Ela busca equilíbrio entre quem deve e quem cobra.

Por fim, a Lei do Superendividamento protege idosos com 60 anos ou mais ao permitir renegociação justa e ao preservar o mínimo necessário para viver. Enquanto a população envelhece, essa proteção se torna cada vez mais relevante. A legislação continua em vigor e segue sendo aplicada nos tribunais e órgãos de defesa do consumidor.