Yamaha tira cinco motos de linha no Brasil por regra de poluentes; Veja a lista e o novo substituto
Muitos não sabem, mas o mercado de duas rodas no Brasil vive um período de transição acelerada, impulsionado por regras ambientais cada vez mais rígidas e pela busca constante por eficiência tecnológica. Para quem ama moto, o anúncio de que modelos consagrados deixaram as concessionárias sempre traz um misto de nostalgia e curiosidade sobre o futuro das frotas.
Inclusive, a Yamaha promoveu uma reformulação profunda em seu catálogo nacional, uma decisão estratégica que acabou impactando diretamente o mercado e abrindo caminho para uma nova era de mobilidade urbana.
De acordo com o portal Duas Rodas Motociclismo, a fabricante japonesa confirmou o encerramento da produção de cinco de suas motocicletas mais conhecidas no mercado brasileiro, para a alegria de concorrentes como a Honda.
Afinal de contas, com a saída dessas potências, a concorrência direta ganha um espaço temporário precioso em demais categorias onde a fabricante exercia forte pressão comercial.
A debandada, ocorrida no ano de 2024, mas que ainda reverbera em 2026, atingiu desde modelos de entrada e scooters urbanos até motos de alta cilindrada, as quais se destacavam como o verdadeiro sonho de consumo de muitos motociclistas.

O principal motivo para essa limpa no portfólio foi a entrada em vigor das novas restrições de emissões de poluentes do PROMOT M5, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, que tornou inviável ou financeiramente custosa a atualização de motores antigos.
Adeus asfalto!
O corte mais sentido pelos entusiastas da marca ocorreu na categoria de alta cilindrada.
Duas motos equipadas com o elogiado motor de três cilindros em linha saíram de cena definitivamente das lojas brasileiras:
- Naked esportiva de alta potência: A aclamada Yamaha MT-09, famosa por seu torque bruto e dirigibilidade agressiva, teve sua produção encerrada no país porque adequar o motor tricíclrico às exigências ambientais exigiria um investimento proibitivo;

- Modelo sport touring para viagens: A clássica Tracer 900 GT, que compartilhava a mesma base mecânica e era uma das favoritas para estradas devido ao conforto e à tecnologia embarcada, seguiu o mesmo destino e foi descontinuada.

Além das motos grandes, a Yamaha passou o rolo compressor também em sua linha de baixa cilindrada e mobilidade urbana para abrir espaço para novas gerações:
- Scooter compacto de entrada: A Neo 125, muito procurada por iniciantes pela praticidade do câmbio automático, saiu de cena para dar espaço ao avanço da eletrificação da marca;

- Ferramenta de trabalho dos entregadores: A Factor 125i UBS deixou de ser fabricada para permitir a expansão da linha totalmente reformulada e rebatizada como Nova Factor;

- Urbana de sucesso comercial: A configuração anterior da Yamaha Fazer 150 UBS teve a produção interrompida, abrindo espaço definitivo para a introdução da inédita Factor 150 DX no mercado nacional.

Qual foi o lançamento mais recente da Yamaha?
Se por um lado a marca se despede de velhas conhecidas, por outro ela aposta na inovação ao lançar a Yamaha ZR 125 Hybrid Connected, modelo que une economia de combustível e auxílio elétrico.
O scooter vem equipado com o sistema que permite emparelhar o painel da moto ao celular do condutor para monitorar dados de consumo e alertas.
De acordo com uma apuração feita nas principais concessionárias, bem como da marca oficial, essa nova scooter tem preço sugerido de R$ 13.990,00 + valor do frete.
Além disso, a marca ainda oferece uma exclusiva garantia de quatro anos e Revisão Preço Fixo.
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