Assai, Carrefour e mais em alerta: 3 direitos que os supermercados jamais podem negar aos idosos por lei

Saiba os direitos garantidos por lei nos supermercados (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/GMN)
Você conhece todos os direitos dos idosos nos supermercados em 2026? Saiba pelo menos três que vão muito além do atendimento prioritário
Grandes redes como Assaí, Carrefour e mais precisam ficar em alerta a fim de garantir que o atendimento ao público idoso cumpra todas as exigências legais.
Afinal de contas, com o envelhecimento cada vez mais acelerado da população, o respeito ao Estatuto do Idoso e ao Código de Defesa do Consumidor tornou-se um pilar inegociável para o varejo brasileiro.
Inclusive, o Procon-SP e outros órgãos de defesa alertam que os estabelecimentos precisam oferecer muito mais do que corredores amplos:
- Eles devem assegurar dignidade;
- Garantir a autonomia;
- Dando um suporte imediato a quem possui 60 anos ou mais.
Logo, entender as obrigações dos supermercados é o primeiro passo para evitar constrangimentos e garantir que o direito à cidadania se aplique na prática durante as compras do dia a dia.
1. Atendimento prioritário:
Em suma, a legislação brasileira determina que a prioridade para o idoso não se limita a um caixa específico.
O benefício abrange qualquer tipo de serviço prestado dentro do estabelecimento, desde o balcão de frios até o setor de SAC ou trocas.
- Regra da superprioridade: A lei estabelece preferência absoluta para pessoas acima de 80 anos sobre os demais idosos;
- Acesso sem Interrupções: O supermercado deve garantir que o idoso não enfrente filas desnecessárias em nenhum guichê de atendimento individualizado;
- Fluxo organizado: Embora o direito se estenda a gestantes e pessoas com deficiência, os estabelecimentos devem manter uma sinalização clara que priorize o público 60+ de forma eficiente.
2. Infraestrutura adaptada:
Além disso, o direito à acessibilidade física exige que o supermercado adapte seu espaço para:
- Atender às limitações naturais da idade;
- Prevenir quedas;
- Evitar a fadiga extrema.
Ou seja, um ambiente confuso ou mal sinalizado configura uma falha grave na prestação do serviço.
- Comunicação visual eficiente: Os estabelecimentos devem instalar placas com fontes grandes e cores contrastantes. Isso facilita a localização de preços, setores e saídas para idosos com redução da acuidade visual;
- Zonas de descanso: Supermercados de grande porte precisam disponibilizar assentos ou áreas de espera adequadas. Essa medida permite que o cliente sênior descanse durante trajetos longos entre os corredores;
- Acessibilidade nos corredores: As normas exigem passagens largas e livres de obstáculos, garantindo que carrinhos de compras e equipamentos de auxílio à locomoção transitem sem dificuldades.
3. Assistência individualizada:
O terceiro direito fundamental foca no suporte humano. O Código de Defesa do Consumidor exige que o serviço seja prestado com clareza e respeito, combatendo qualquer forma de negligência ou tratamento ríspido.
- Suporte na localização e manuseio: O funcionário deve auxiliar o idoso a encontrar produtos e, se necessário, ajudar na retirada de itens em prateleiras altas ou baixas demais;
- Clareza em promoções: As equipes precisam explicar detalhadamente o valor dos itens e o funcionamento de ofertas complexas, evitando que a falta de informação leve o idoso a um erro financeiro;
- Auxílio no empacotamento: O suporte no fechamento das sacolas e no manuseio de itens pesados garante a segurança física do consumidor e agiliza a saída no caixa.
Como os idosos podem fazer valer os seus direitos?
Caso um supermercado desrespeite qualquer uma dessas garantias, o idoso possui diversos canais para exigir o cumprimento imediato da lei e buscar reparação.
- Acione o gerente no ato: O primeiro passo consiste em solicitar a presença do responsável pela loja. Muitas vezes, a solução ocorre de forma imediata após a lembrança das obrigações do Estatuto do Idoso;
- Registre no livro de reclamações: Todo estabelecimento deve possuir o Livro de Reclamações do Procon. Ao registrar a queixa formal no local, o consumidor gera uma prova documental da infração;
- Utilize o Disque 100: Este canal de direitos humanos recebe denúncias de violações contra idosos em todo o país. O serviço funciona 24 horas por dia e encaminha os casos para as autoridades competentes;
- Formalize a denúncia no Procon: O idoso ou seus familiares podem acessar o site do Procon de seu estado ou utilizar o aplicativo oficial para relatar o descumprimento de leis de consumo e prioridade;
- Busque a Delegacia do Idoso: Em situações de maus-tratos, humilhação ou impedimento severo de acesso, o cidadão deve procurar a Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa para registrar um boletim de ocorrência por crime previsto no Estatuto do Idoso.
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