Guia completo: Como idosos acima dos 60 podem se livrar de 4 tipos de dívida em 2026

A Lei do Superendividamento permite renegociar e quitar dívidas de forma justa, sem comprometer o básico para viver no ano de 2026

03/04/2026 às 14:30 · Tempo de leitura: 9 minutos

Ilustração idoso e dívidas (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Idosos podem utilizar a Lei do Superendividamento para pagar dívidas

Idosos com mais de 60 anos possuem um importante aliado para reorganizar a vida financeira: a Lei do Superendividamento. Criada para proteger consumidores em situação de aperto, ela permite renegociar dívidas de forma justa, sem comprometer o básico para viver.

A lei também estabelece regras que impedem abusos e garantem condições reais de pagamento, algo essencial para quem vive com renda fixa, como aposentados.

Neste artigo, você saberá:

  • O que é a Lei do Superendividamento
  • Quem pode se beneficiar
  • Os 4 tipos de dívidas que podem ser renegociadas

O que é a Lei do Superendividamento?

A Lei nº 14.181/2021 entrou em vigor para proteger consumidores que perderam o controle das finanças, mas que contraíram dívidas com a intenção de pagar.

Na prática, ela permite reunir vários débitos em um acordo, com parcelas ajustadas a realidade do orçamento, segundo informações do portal UOL.

O objetivo não é apagar as dívidas, mas torná-las possíveis de quitar sem sufocar o consumidor.

Desse modo, a lei faz com que os beneficiados se livrem das dívidas com parcelas que cabem no bolso.

Um dos pilares da lei é a proteção do chamado mínimo existencial, uma parte da renda que deve ser preservada para despesas essenciais, como:

  • Alimentação
  • Moradia
  • Saúde
  • Transporte

Quem pode usar a lei?

A lei atende pessoas consideradas superendividadas, ou seja, aquelas que não conseguem pagar suas dívidas sem comprometer o básico para sobreviver.

Para ter acesso ao benefício, é necessário:

  • Ter agido de boa-fé ao contrair as dívidas
  • Estar realmente impossibilitado para arcar com todos os compromissos

No caso dos idosos, a proteção é ainda maior. O advogado Bruno Madeira, do CSMV Advogados, destacou ao portal UOL que:

  • O comprometimento da renda tende a ser limitado, em muitos casos cerca de 25%
  • As condições de negociação costumam ser facilitadas
  • Há prioridade na análise e maior sensibilidade às necessidades básicas

Os tipos de dívidas que podem ser renegociadas

A lei permite reorganizar principalmente dívidas de consumo do dia a dia. Entre as principais estão:

  • Contas básicas: água, luz, telefone e gás
  • Empréstimos e financiamentos bancários
  • Crediários e compras parceladas
  • Parcelamentos em geral, como cartão de crédito

Essas dívidas podem ser unificadas em um único plano, com prazos maiores e juros reduzidos, fato que fazem com que o consumidor se livre de vez dos débitos.

Débitos que não entram na lei

No entanto, a lei não cobre todos os tipos de débitos. Ficam de fora:

  • Impostos e tributos
  • Pensão alimentícia
  • Financiamento imobiliário
  • Crédito rural
  • Compras consideradas de luxo

Como funciona a renegociação?

O processo pode acontecer de forma extrajudicial ou pela Justiça. Em geral, funciona assim:

  • O consumidor reúne todas as dívidas
  • Procura órgãos como Procon ou o Judiciário
  • É feita uma análise completa da renda, gastos e patrimônio
  • Um plano de pagamento é criado com base na realidade financeira

O resultado costuma incluir parcelas mais baixas, prazos maiores e possível redução de juros.

Tudo isso permite retomar o controle das finanças e evitar novas dívidas.

Veja como os idosos conseguem se livrar dessas dívidas básicas (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)

Passos práticos para evitar débitos

Além da lei, algumas atitudes também podem fazer a diferença no processo de recuperação financeira do individuo.

  • Entenda a origem do problema: identifique o que levou ao endividamento para evitar repetir o erro
  • Não empreste seu nome: mesmo para familiares ou amigos próximos, essa prática pode gerar grandes prejuízos
  • Avalie sua situação financeira: descubra se foi um problema pontual ou um desequilíbrio constante no orçamento
  • Saiba exatamente quanto você ganha e gasta: anote tudo, isso evita surpresas no fim do mês
  • Tenha um limite claro para gastos: defina um teto mensal e respeite, especialmente para lazer e compras por impulso
  • Crie uma reserva de emergência: guardar um pouco por mês evita recorrer a empréstimos em imprevistos
Ilustrações dívidas e idosos (Fotos: Canva)

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