Lei no Rio de Janeiro passou a exigir o uso de sacolas reutilizáveis em supermercados
Um lei estadual em vigor no Rio de Janeiro mudou de forma definitiva a rotina de supermercados como o mundial, Zona Sul e outras redes. A norma passou a exigir o uso de sacolas reutilizáveis ou produzidas com materiais renováveis, substituindo as tradicionais sacolas plásticas feitas totalmente com petróleo.
A implementação da medida tem impacto positivo. De acordo com estimativas da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), cerca de 16 bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser produzidas desde que a legislação entrou em vigor.
Antes da mudança, os supermercados distribuíam aproximadamente 4 bilhões de sacolas plásticas por ano.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, com a medida, o consumiu caiu drasticamente para 80%.
Impacto ambiental expressivo
Cada sacola plástica convencional pesa, em médica, 10 e 12 gramas. Considerando a queda na distribuição, calcula-se que mais de 81 mil toneladas de plástico deixaram de ser descartadas no meio ambiente ao longo dos anos.
A proposta de lei partiu do deputado estadual Carlos Minc, que destacou os danos ambientais causados pelo uso excessivo de sacolas plásticas.
De acordo com o deputado, esses resíduos frequentemente acabam em rios, canais e no mar, provocando enchentes nas cidades e colocando em risco animais marinhos, como tartarugas e golfinhos, que podem ingerir ou ficar presos.
O que mudou nos supermercados
A legislação, aprovada em 2019, determinou que os estabelecimentos comerciais substituíssem as sacolas plásticas tradicionais por versões mais sustentáveis.
De acordo com informações do portal G1, a implementação ocorreu em etapas:
- Junho de 2019: começou a primeira fase da lei. Os supermercados passaram a oferecer sacolas produzidas com pelo menos 51% de material renovável, em substituição as sacolas feitas totalmente do pretóleo
- Período de adaptação: os consumidores ainda podiam receber até duas sacolas gratuitas por compra, enquanto se acostumavam com o novo modelo
- Seis meses depois: cerca de 1 bilhão de sacolas já haviam saído de circulação
De acordo com a Associação de Supermercados do Rio, essa foi a maior retirada de sacolas plásticas do varejo brasileiro em tão pouco tempo.
A medida representou cerca de 25% do total distribuído anualmente no Rio de Janeiro.
Estado pioneiro na mudança
Além disso, na época, o Rio de Janeiro tornou-se o primeiro estado brasileiro a proibir a distribuição indiscriminada de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais.
Além de reduzir a poluição, as novas sacolas reutilizáveis também oferecem maior resistência e capacidade de carga, incentivando os consumidores a utilizá-las várias vezes e diminuindo ainda mais a geração de resíduos.
Por fim, a lei transformou a relação dos consumidores com as compras do dia a dia, incentivando o uso consciente de embalagens.
